CCJ vota nesta quarta (18) parecer de relator da segunda denúncia contra Temer na Câmara

  • Por Jovem Pan
  • 18/10/2017 06h54 - Atualizado em 18/10/2017 11h23
Marcelo Camargo/Agência BrasilIntegrantes da Comissão de Constituição e Justiça e até não membros falaram contra e a favor do processo, mas a ordem do Governo foi acelerar tudo

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça, deputado Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), vai colocar nesta quarta-feira (18) em votação o parecer do deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG), que nega a abertura de processo contra o presidente Michel Temer, e os ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco.

É o último passo e será também a fala do relator e, depois, dos advogados da defesa. Apesar de ser um só processo, as defesas são individualizadas.

Integrantes da CCJ e até não membros falaram contra e a favor do processo, mas a ordem do Governo foi acelerar tudo.

O deputado Marco Maia (PT-RS) não tem dúvidas de que Temer ganha nesta fase de comissão: “esse é um jogo já jogado, resultado sabido. Obvio que debate é importante, isso tem impacto na opinião pública, mas aqui o Governo vai ganhar com vantagem ou com a mesma vantagem que ganhou na última denúncia analisada”.

A previsão é de que o Governo terá pelo menos 42 votos a favor do parecer, enquanto a oposição tem 32 votos. A previsão é de que o plenário decida no dia 24 se o processo contra o presidente e os ministros será ou não aberto no Supremo Tribunal Federal.

Votação será nominal

Temer é acusado de tentativa de obstrução de justiça e liderança de uma organização criminosa. A acusação só poderá ser investigada pelo Supremo Tribunal Federal se autorizada pela Câmara dos Deputados.

A votação do parecer de Andrada será nominal. Para que o documento seja aprovado, são necessários os votos de no mínimo 34 deputados, metade mais um dos membros da CCJ.

A análise no plenário da Câmara também será nominal e, para que seja autorizada a instauração do processo de investigação, são necessários os votos de pelo menos 342 deputados, ou seja, dois terços da Casa.

*Informações do repórter José Maria Trindade