Ceará registra mais de 51 mortes nos últimos dois dias; PMs seguem de braços cruzados

  • Por Jovem Pan
  • 22/02/2020 09h32
KLEBER GONÇALVES/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO Força Nacional reforça a segurança em Fortaleza, no Ceará

O Ceará registrou mais de 51 mortes nos últimos dois dias – sem contar a madrugada de sexta-feira para este sábado, 22. Os números alarmantes são por conta da greve de parte do efetivo da polícia militar, que cruzou os braços por não aceitar o reajuste negociado pelo governador Camilo Santana (PT).

O clima na cidade é de cautela. Neste Carnaval, quando a Prefeitura da capital Fortaleza espera receber mais de 170 mil pessoas, as ruas da cidade estão com movimento abaixo do esperado, e os moradores relatam a sensação de insegurança. Durante a semana, o Estado recebeu o apoio dos oficiais do Exército e da Força Nacional para reforçar a segurança. Um show está previsto para acontecer na noite de hoje na Praia de Iracema, um dos principais pontos turísticos da cidade.

Pelo menos três batalhões seguem ocupados pelos policiais amotinados. No 18º, em Antônio Bezerra, as ruas do entorno do batalhão estão tomadas por viaturas com pneus furados. Agentes e familiares estão dentro da unidade.

Santana informou que está em contato com as lideranças da categoria, e que vai manter a punição a quem continuar a greve, considerada ilegal por lei. Mais de 200 policiais participantes do movimento tiveram seus nomes retirados da folha de pagamento do Estado.

Cid Gomes

O movimento dos policiais militares teve início na última terça-feira. na quarta-feira, a situação ganhou mais um episódio grave. O senador licenciado Cid Gomes tentou avançar sobre um batalhão bloqueado por agentes em Sobral com uma retroescavadeira, e levou dois tiros no peito. Nesta quinta, ele saiu da UTI, mas ainda não tem previsão de alta por conta de suas lesões pulmonares.

* Com informações do repórter Thiago Lima, da Jovem Pan News Fortaleza