Celso de Mello vota pela condenação de Geddel no caso do bunker de R$ 51 milhões

  • Por Jovem Pan
  • 09/10/2019 06h22
DivulgaçãoGeddel Vieira Lima está preso desde o dia 8 de setembro de 2017, três dias depois que o dinheiro foi encontrado

O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, votou por condenar o ex-ministro Geddel Vieira Lima e o irmão dele, o ex-deputado federal Lúcio Vieira Lima, por lavagem de dinheiro no caso do apartamento com R$ 51 milhões.

O julgamento está ocorrendo na Segunda Turma da Corte, e Celso de Mello foi o segundo a votar. Na semana passada, o relator do caso, Luiz Edson Fachin, já havia defendido a condenação dos irmãos.

Em 2017, a Polícia Federal encontrou a quantia milionária em dinheiro vivo, em um bunker, em Salvador, ligado à família Vieira Lima.

Nesta terça-feira (8), Celso de Mello reconheceu a validade das provas colhidas e periciadas pela PF, entre elas os fragmentos das digitais de Geddel nos sacos de dinheiro que estavam no apartamento.

Celso de Mello também negou todos os pontos colocados pela defesa dos irmãos, inclusive sobre a ordem de alegações finais no processo. O ministro entendeu que, neste caso, não cabe o recente entendimento do Supremo de que réus delatados devem se manifestar depois dos réus delatores.

Após 3 horas de sessão, Celso de Mello não concluiu o voto, que tem 218 páginas. Ele ainda vai se posicionar em relação a outros crimes que foram imputados aos irmãos pelo Ministério Público Federal, como associação criminosa.

Segundo a Polícia Federal, os R$ 51 milhões foram a maior apreensão de dinheiro em espécie já feita no Brasil. Os policiais afirmam que parte do dinheiro seria resultante de um esquema de fraude na liberação de créditos da Caixa Econômica Federal quando Geddel era vice-presidente de Pessoa Jurídica do banco.

Outra parte seria proveniente de caixa 2 de campanha e do desvio de verba da Câmara dos Deputados, por meio da apropriação de parte dos salários do ex-assessor de Lúcio Vieira Lima.

Geddel Vieira Lima está preso desde o dia 8 de setembro de 2017, três dias depois que o dinheiro foi encontrado.

Além da conclusão do voto de Celso de Mello, ainda faltam os votos dos ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. A sessão sobre o caso deve ser retomada na semana que vem.

*Com informações do repórter Afonso Marangoni