Centrais sindicais se reúnem com ministro nesta quarta para discutir alternativa ao imposto sindical

  • Por Jovem Pan
  • 19/07/2017 06h53 - Atualizado em 19/07/2017 09h54
Seminário sobre o PL 1211/11, que dispõe sobre a profissão de detetive particular, cria o Conselho Federal de Detetives do Brasil e os Conselhos Regionais de Detetives e dá providências correlatas. Dep. Ronaldo Nogueira (PTB-RS) Data: 26/09/2013. Foto: Lúcio Bernardo JR/Câmara dos Deputados Lucio Bernardo Junior/Câmara dos Deputados A proposta aprovada pelo Congresso acaba com a contribuição obrigatória aos sindicatos, que equivale a um dia de trabalho

Dirigentes de centrais sindicais se reúnem nesta quarta-feira (19) com o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, para discutir ajustes à Reforma Trabalhista.

O projeto já foi sancionado pelo presidente Michel Temer e o Governo prometeu enviar uma Medida Provisória corrigindo alguns pontos. O principal tema em pauta no encontro deve ser o imposto sindical.

A proposta aprovada pelo Congresso acaba com a contribuição obrigatória aos sindicatos, que equivale a um dia de trabalho. Ela passou a ser opcional. A maioria dos sindicalistas reclamou da medida, alegando que agora, a grande maioria das entidades vão ter dificuldades para sobreviver.

Em entrevista à Jovem Pan, o Secretário-Geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, disse que é preciso criar uma nova alternativa: “como o projeto está propondo que cada vez mais se fortaleça a negociação entre sindicato de trabalhadores e sindicato de empresários, é necessário que o trabalhador tenha seu sindicato fortalecido”.

Na opinião de Juruna, uma saída é regulamentar a contribuição assistencial, firmada todos os anos: “todo ano é renovada a convenção coletiva entre trabalhadores e empresários, quem faz isso é o sindicato. Depois de assinado, é necessária a fiscalização do acordo e para ter força, é preciso financiamento de todos aqueles beneficiados pelo acordo, sindicalizados ou não”.

Outros itens que devem constar na Medida Provisória são o trabalho intermitente, o trabalho de gestantes e lactantes em condições insalubres e os acordos para jornada de doze por 36 horas. Segundo o Ministério do Trabalho, a MP fica pronta antes do fim do recesso parlamentar.

*Informações do repórter Levy Guimarães