‘Cérebro’ de facção criminosa é preso em Campinas, São Paulo

  • Por Jovem Pan
  • 05/12/2019 07h42 - Atualizado em 05/12/2019 07h45
Divulgação/DeicLoureiro agenciava aeronaves para transporte de drogas

O empresário português Mauro Cláudio Monteiro Loureiro foi preso, na região de Campinas, interior de São Paulo, acusado de ser o “cérebro” de uma facção criminosa. Ele foi detido, nesta quinta-feira (5), por agentes do Deic (Departamento de Estadual de Investigações Criminais). Na operação, também foram apreendidos veículos de luxo, cocaína, armas e nove aeronaves.

Conhecido como Murruga, o empresário era o principal alvo da ação e foi identificado pelos policiais a partir da prisão de outro importante integrante do crime organizado: Décio Gouveia Luis, o Décio Português, detido em agosto no Rio de Janeiro, responsável pela movimentação de dinheiro e drogas da facção. As apurações revelaram que outro português também estava envolvido no esquema.

A princípio, Loureiro aparecia apenas como doleiro, mas o aprofundamento nas atividades dele revelou que o envolvimento do empresário ia muito além. Ele era responsável por questões de logística e lavagem de dinheiro.

Loureiro agenciava as aeronaves para transporte de drogas das principais regiões produtoras. O português também transportava armas para abastecer os criminosos e dinheiro de outros países para o Brasil. Os aviões pousavam em aeroportos de cidades próximas à capital paulista.

A grande ofensiva dos agentes da Segunda Delegacia Patrimônio teve início na segunda-feira (2) por meio de cumprimento de mandados de busca e apreensão.
Mauro Cláudio Monteiro Loureiro foi preso em um condomínio fechado no Jardim Fortaleza, no município de Paulínia.

Com o português, foi encontrado um tijolo de cocaína, que servia de mostruário para os interessados na compra do entorpecente. Também foram apreendidos vários veículos de luxo, importados e nacionais, além de uma motocicleta.

No aeroporto de Bragança Paulista, também no Interior, foram apreendidos nove aeronaves, três pistolas, um revólver e uma espingarda calibre 12.

A última etapa da operação ocorreu em um escritório no Tatuapé, na Zona Leste da Capital, onde os policiais apreenderam computadores utilizados em negócios da facção, principalmente transferência de valores tendo como moeda o bitcoin, tipo de dinheiro virtual.

Loureiro responderá por associação para o tráfico, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

*Com informações do repórter Paulo Édson Fiore