Chile condena 22 ex-agentes por crimes durante ditadura de Pinochet

  • Por Jovem Pan
  • 08/10/2019 07h23
DivulgaçãoRegime vigorou no país entre 1973 e 1990, quando cerca de 3.200 pessoas e outras 40 mil presas e torturadas

A Corte Suprema do Chile condenou, nesta segunda-feira (7), 22 ex- agentes do regime de Augusto Pinochet. Eles foram culpados pelo sequestro qualificado de dois opositores durante a ditadura chilena.

Héctor Zúñiga Tapia e Bernardo de Castro López eram militantes de esquerda que foram detidos em setembro de 1974. Tápia era integrante do Movimento de Esquerda Revolucionária, e López, ativista do Partido Socialista.

Os dois foram incluídos na lista da Operação Colombo, que foi uma manobra realizada pela ditadura para encobrir o desaparecimento de 119 presos políticos. As sentenças envolvem os principais agentes da Direção de Inteligência Nacional, polícia secreta de Pinochet.

Todos eles já cumprem pena por violação dos direitos humanos: César Manríquez Bravo, Pedro Espinoza Bravo e Miguel Krassnoff Martchenko foram condenados a dez anos de prisão pelo rapto e desaparecimento de Tapia. Os militares César e Pedro Bravo foram condenados também pelo sequestro de López.

Além deles, Gerardo Urrich González, Manuel Carevic Cubillos e Raúl Iturriaga Neumann estiveram envolvidos no desaparecimento do militante do Partido Socialista. Outros cinco agentes também foram sentenciados pelos crimes.

Histórico

Em 1975, com apoio do Brasil e da Argentina, os nomes de Héctor Zúñiga Tapia e Bernardo de Castro López foram incluídos na Operação Colombo. Os países concordaram em criar edições falsas de jornais, falando que os dois foram assassinados pelo Movimento de Esquerda Revolucionária.

Pinochet controlou o país entre os anos de 1973 e 1990, quando cerca de 3.200 pessoas foram mortas pelo regime e, outras 40 mil, presas e torturadas. Até hoje, famílias pedem justiça e procuram parentes que sumiram; ainda estão desaparecidas 1.100 pessoas.

*Com informações da repórter Camila Yunes