Com desemprego em alta, inadimplência atinge patamar recorde em abril
Mais de 61 brasileiros serão afetados pela alta do desemprego. No quarto mês do ano, o indicador subiu 0,4% em relação a março. As contas com pagamentos atrasados somaram R$ 271.700 bilhões de reais, uma média de R$ 4.438,00 por pessoa.
O economista da Serasa Experian, Luís Rabi, destaca que o desemprego é a principal causa da inadimplência. “O desemprego, segundo dados do IBGE, voltou a subir no início do ano. O trimestre encerrado em março registrou 13,1% do desemprego. Essa nova subida acabou afetando de forma mais estrutural a questão da inadimplência. Dificilmente, a inadimplência vai apresentar alguma queda mais significativa neste ano”, disse Rabi.
O economista avalia que reduções mais significativas devem ocorrer no segundo semestre ou em 2019, dependendo do cenário eleitoral.
Por outro lado, o economista da Associação Comercial de São Paulo, Marcel Solimeo, aponta que o cartão de crédito é o principal vilão da inadimplência. “O consumidor ainda não se habitou a usar o cartão dentro da sua possibilidade. A grande maioria entra na ‘bola de neve’ de um mês para o outro. Mas quanto mais se cresce os juros, fica difícil de sair fora”, ressaltou Solimeo.
A maior parte dos inadimplentes é do sexo masculino, e tem entre 41 e 50 anos de idade. No começo deste ano, a maior porcentagem das pessoas com contas atrasadas é da região Sudeste.
*Com informações de Denise Campos de Toledo
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