Com negócio ameaçado, Bruno Covas questiona critérios do TCM em avaliação do Anhembi

  • Por Jovem Pan
  • 29/06/2019 12h57
Divulgação/SPTurisComplexo do Anhembi

Apesar da prefeitura de São Paulo avaliar o complexo do Anhembi em R$ 1,7 bilhão, o Tribunal de Contas do Município estipulou o piso de R$ 1,4 bilhão. Na semana passada, o TCM autorizou o leilão da SPTuris, empresa oficial de turismo e eventos da cidade que administra o Anhembi.

O leilão estava inicialmente marcado para junho, o prefeito Bruno Covas não vê muito sentido em aumentar o valor mínimo se baseando em uma possível desativação do Campo de Marte.

“O Tribunal pretende que a prefeitura coloque no valor mínimo uma fatura valorização do imóvel por conta de uma possível desativação do Campo de Marte, só que esse é o risco do negócio. É a mesma coisa que eu vender o apartamento onde moro e depois cobrar uma diferença cinco anos depois porque é construído uma estação de Metrô próximo e valoriza o terreno. Não se pode colocar todas as possíveis valorizações e desvalorizações futuras dentro do preço uma compra e venda”, disse Covas.

No estudo, a Companhia Paulista de Obras e Serviços classifica como baixa a atual condição de liquidez do Anhembi, considerando a situação da economia do país.

O eventual futuro comprador não vai poder derrubar o Sambódromo e terá por lei que abrigar o carnaval paulistano e outros eventos de interesse da cidade.

*Com informações do repórter Victor Moraes