Com o intuito de mediar crise, Michelle Bachelet visita a Venezuela nesta semana

  • Por Jovem Pan
  • 17/06/2019 08h09
ONU/Jean-Marc FerreRepresentante da ONU vai se reunir, separadamente, com Maduro e Guiadó

Nesta semana a alta comissária de direitos humanos da ONU, Michelle Bachelet, visita a Venezuela. A ex-presidente do Chile vai se encontrar, separadamente, com o chavista Nicolás Maduro e com o autoproclamado presidente interino Juan Guaidó.

Segundo o comunicado, Bachelet ainda se reunirá com vítimas de violações de direitos humanos e com membros da Assembleia Nacional, que é opositora a Maduro, e da Assembleia Constituinte, que é chavista. A expectativa é que ela fique no país de quarta (19) a sexta-feira (21).

A ida da alta comissária vinha sendo negociada há vários meses e, uma missão, em março, verificou a existência de condições para a ida dela ao país.

A libertação de presos políticos por parte do governo Maduro teria sido essencial para que a ONU confirmasse a visita. Segundo a organização de direitos humanos Foro Penal, mais de 2 mil pessoas foram detidas por razões políticas na Venezuela desde o começo do ano e quase 900 permanecem presas.

Entre elas estão importantes nomes da oposição, como o vice-presidente da Assembleia Nacional, Edgar Zambrano, e o deputado Juan Requesens.

Uma parcela da oposição venezuelana vem criticando a ida de Bachelet por entender que esse ato seria um “reconhecimento” do regime chavista. Por isso, a missão foi preparada cuidadosamente para que não seja explorada por Maduro ou por nenhum outro ator político em benefício próprio.

Está previsto que Michelle Bachelet faça uma declaração na sexta-feira, último dia da viagem.

A Venezuela enfrenta uma crise econômica e social sem precedentes. No dia 23 de janeiro deste ano, o líder oposicionista Juan Guaidó se autoproclamou presidente interino do país. Desde então, ele é reconhecido por mais de 50 nações, incluindo os Estados Unidos e o Brasil.

*Com informações do repórter Afonso Marangoni