Com seca, projeções para reservatórios no DF preocupam especialistas

  • Por Jovem Pan
  • 21/07/2017 06h49 - Atualizado em 21/07/2017 11h05
BIE - Banco de Imagens Externas da Agência Senado. Com risco de escassez de água, parlamentares propõem combate ao desperdício. O Projeto de Lei do Senado (PLS) 112/2013 foi aprovado no primeiro semestre pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) e aguarda deliberação da Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA). Crédito: Jefferson Rudy/Agência SenadoA crise hídrica que atinge o DF desde o ano passado também segue longe de uma solução

O impasse sobre a conta de água absurda do Estádio Mané Garrincha, em Brasília, continua. Em junho, a fatura foi de nada menos que R$ 2,2 milhões, valor 67 vezes maior que o normal. Foram gastos mais de 94 milhões de litros d’água e até hoje não se sabe o motivo disso.

A Companhia de Abastecimento do Distrito Federal e a Terracap, que administra a arena, não conseguem encontrar um consenso. O Secretário de Casa Civil Sérgio Sampaio cobrou uma solução.

Enquanto isso, a crise hídrica que atinge o DF desde o ano passado também segue longe de uma solução. E as projeções preocupam alguns especialistas.

O racionamento, que desde janeiro abrange todas as regiões brasilienses, mostrou resultados durante o período chuvoso. Mas desde que começou a estação seca, os níveis dos reservatórios já caíram mais de catorze pontos percentuais.

Nesta quinta-feira (20), o reservatório do Descoberto, que abastece mais de 60% da população, operava com 42% da capacidade. As projeções apontam que em outubro a barragem deve chegar a 9%.

Já não chove há dois meses na capital federal e o auge da seca ainda está por vir no segundo semestre.

Segundo a Adasa, a agência que regula o nível dos reservatórios, as reduções, até o momento, estão dentro do esperado. Mas se a situação sair de controle, um racionamento mais rígido pode ser adotado.

*Informações do repórter Levy Guimarães