Comércio e indústria superam expectativas e encerram 2021 em alta

Crescimento foi de 3,9%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  • Por Jovem Pan
  • 10/02/2022 07h54 - Atualizado em 10/02/2022 11h41
José Paulo Lacerda/CNI Trabalhadores operam linha de produção em uma indústria Principais destaques ficaram por conta de Santa Catarina, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul

A produção industrial brasileira fechou 2021 em alta. Dos 15 Estados pesquisados, nove apresentaram um bom desempenho. Isso significa que vários setores da economia reagiram bem em meio à pandemia da Covid-19 e ainda suportaram uma economia em recessão técnica. A alta, segunda o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foi 3,9%. Os destaques ficaram por conta de Santa Catarina, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul. Outros Estados pesquisados que também apresentaram melhora, acima da média nacional, no setor econômico industrial foram Amazonas, São Paulo, Espírito Santo e Rio de Janeiro. O Ceará registrou 3,7%, ficando na última posição apesar da melhora.

De acordo com o IBGE, o Estado de São Paulo teve a maior expansão no segmento de parque industrial em 2021. 11 dos 18 segmentos pesquisados cresceram no ano. Isso se deve ao peso e à força que o Estado tem e todo o seu parque industrial. Os destaque foram o setor de veículos, onde caminhões, automóveis e caminhão trator para reboques tiveram os aumentos mais relevantes. Em Santa Catarina, o setor de vestuário impulsionou o crescimento industrial. E, em Minas Gerais, o setor metalúrgico mais uma vez ganhou destaque nas vendas. O Paraná foi puxado pelo setor de máquinas e equipamentos. Se a produção industrial foi bem, o comércio também superou as expectativas negativas da pandemia. Mesmo com as vendas fechando dezembro com alta de 0,1% na comparação com novembro, o ano de 2021 fechou em 1,4%. Foi o quinto ano consecutivo com resultados positivos para o volume de vendas no varejo. Os setores varejistas que amargaram o ano bem abaixo das expectativas foram móveis e eletrodomésticos, além de livrarias. Outros setores que também não tiveram um bom desempenho foram hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo.

*Com informações do repórter Maicon Mendes