Comércio eletrônico supera vendas de shoppings na pandemia

No ano passado, as operações por meio digital alcançaram R$ 260 bilhões, enquanto os centros comerciais faturaram R$ 175 bilhões no mesmo período

  • Por Jovem Pan
  • 18/01/2022 06h51 - Atualizado em 18/01/2022 06h52
Pixabay Pessoa mexendo em um notebook com um cartão na mão. Só mostra as mãos digitando no teclado e segurando o cartão. Faturamento em 2021 no comércio eletrônico teve avanço de R$ 160 bilhões em relação ao registrado em 2019

A rotina de compras da estudante Stephanie Scarpelli mudou radicalmente desde o início da pandemia. Ela está entre os milhares de consumidores que pesquisam pela internet os melhores preços e fazem as compras através do comércio eletrônico. “Com o avanço que teve o e-commerce dentro da pandemia, eu tive uma grande ascensão de compras online, principalmente pelas facilidades durante a compra. Então prefiro comprar online do que na loja física”, relata. Esse novo panorama fez as vendas online superarem as dos shoppings no Brasil. Segundo um estudo da gestora Canuma Capital, no ano passado, as operações por meio digital alcançaram R$ 260 bilhões, um avanço de R$ 160 bilhões em relação ao registrado em 2019, antes da crise sanitária.

Já os shoppings faturaram aproximadamente R$ 190 bilhões em 2019 e a previsão é que tenham fechado 2021 em R$ 175 bilhões. O desafio desses centros de compras é tentar consolidar as vendas online para não perderem espaço neste novo cenário. O responsável pelo estudo, Marcelo Vainstein, indica que apesar das perdas em torno de R$ 50 bilhões no ano passado, o setor shoppings deve se recuperar. “São vendas que vão ser gradualmente recuperadas, porque muitas atividades de lazer, restaurante, serviços, onde o e-commerce não atinge. Dito isso, acreditamos que gradualmente o seguimento de shoppings vai retomar somente em 2022”, pontua.

As lojas físicas muitas vezes funcionam como uma vitrine para os produtos, por isso cada vez mais essa integração torna-se importante. O impacto sobre os shoppings varia a cada região do país, podendo ter menos reflexos em algumas delas. A Stephanie não vê problemas de eventualmente ter que trocar algum produto que não tenha servido. Para ela o que vale é a comodidade de não ter nem que sair de casa. “Por mais que algumas lojas já tenham as medidas exatas para você ter confiança na hora de comprar, já tive problemas e precisei fazer mais de uma troca até”, relata. Atualmente, o varejo brasileiro conta com cerca de 600 shoppings em operação no país.

*Com informações do repórter Daniel Lian