Confinamento deve ser estendido no Reino Unido até 7 de maio

  • Por Ulisses Neto/Jovem Pan
  • 14/04/2020 07h22 - Atualizado em 14/04/2020 08h26
EFE/EPA/RICCARDO ANTIMIANIUma pesquisa divulgada pelo tradicional diário conservador The Times aponta que a população da Grã Bretanha quer continuar em casa

Os britânicos se preparam para ao menos mais três semanas de confinamento na tentativa de conter o coronavírus. O anúncio oficial do governo ainda não saiu, mas a expectativa é de que ele seja feito na próxima quinta-feira (16).

Os principais jornais daqui já noticiam que o governo conservador vai estender a quarentena até pelo menos o dia 7 de maio, já que os números de novas contaminações e mortes causados por covid-19 parecem perto de uma estabilização.

Ainda assim é em um patamar macabro que criou um sentimento de comoção intenso entre os britânicos e a população está em choque.

De acordo com o órgão que seria o equivalente ao IBGE britânico, quase metade de todas as mortes registradas em Londres na semana do dia 3 de abril foram causadas pelo covid-19. No total da Inglaterra e do País de Gales, uma em cada cinco mortes foram causadas pela pandemia.

Uma pesquisa divulgada pelo tradicional diário conservador The Times aponta que a população da Grã Bretanha quer continuar em casa. Para 74% dos britânicos, as ações que podem limitar a circulação do coronavírus devem ser a prioridade, apesar do impacto econômico.

Somente 13% da população acha que a prioridade deve ser proteger a economia ao invés de tentar conter a pandemia. Uma das grandes preocupações por aqui é com a completa ineficiência do governo em conseguir testar a população.

Isso afeta não apenas as estatísticas diárias sobre o avanço do coronavírus, mas também a possibilidade de encontrar alternativas viáveis para a quarentena.

Outro problema grave enfrentado pelos britânicos é a falta de máscaras, desde as mais básicas para a população mesmo até os equipamentos de proteção pessoal para a linha de frente dos profissionais de saúde.

França

Enquanto isso, na França, o presidente Emmanuel Macron fez mais um pronunciamento à nação — o terceiro desde o início desta crise. Macron anunciou que o confinamento na França vai ser estendido até pelo menos o dia 11 de maio, mas que o relaxamento gradativo das regras virá na sequência.

O presidente francês disse que, a partir de 11 de maio, reabrirão gradualmente as creches, escolas, escolas de ensino fundamental e médio.

“Essa é uma prioridade para mim, porque a situação atual está criando desigualdades. Muitas crianças, particularmente nos bairros da classe trabalhadora, em nosso interior, são privadas da educação sem acesso à tecnologia digital e os pais não podem ajudá-las da mesma maneira que outras. Para estudantes do ensino superior, as aulas não serão retomadas antes do verão.”

Na verdade, a vida vai seguir com muitas restrições na França mesmo daqui a um mês. Hotéis, restaurantes, cafés, cinemas e teatros permanecerão fechados mesmo depois de 11 de maio e não haverá grandes eventos culturais até meados de julho, no mínimo, mas tudo será reavaliado a cada duas semanas.

Lembrando que as regras de distanciamento social foram implementadas na França no dia 17 de março. O governo também prometeu distribuir máscaras para todos os franceses até o início da reabertura das escolas porque elas serão obrigatórias em todo o país.

Aos poucos a luz no fim do túnel começa a ser acesa aqui na Europa, mas ainda é uma luz bem fraca e distante neste momento sombrio para o planeta.