Após morte de vigilante, CPTM faz convênio com a PM para reforçar segurança

  • Por Jovem Pan
  • 13/08/2019 08h46
Governo de SPO Governo concedeu o prazo de 90 dias para concretização da aquisição, para que as obras sejam retomadas o mais rápido possível

O secretário de Estado dos Transportes Metropolitanos de São Paulo, Alexandre Baldy, afirmou que está realizando um convênio com a Polícia Militar para reforçar a segurança nas estações e plataformas da CPTM.

A ação acontece após a morte, na última sexta-feira (9), de um vigilante da companhia que foi agredido a pauladas por vendedores ambulantes na Estação Botujuru, na cidade de Campo Limpo Paulista.

Segundo o secretário, a iniciativa acontecerá por meio do custeamento do trabalho dos policiais. “Os policiais de folga irão realizar hora extra custeada pela CPTM. Eles estarão nas plataformas, no embarque e desembarque, com as equipes das estações. Vamos reforçar a segurança dentro dos trens”.

Ainda de acordo com o secretário, o principal motivo da revolta dos vendedores ambulantes é o endurecimento do Estado diante do comércio ilegal. “A principal medida contra essa violência é pedir para a sociedade não colaborar comprando ou ajudando os meliantes. Não sabemos a procedência dos produtos, que podem até ser frutos do contrabando”, completa.

Apesar da ocorrência, Alexandre Baldy afirmou que o transporte é seguro e que os indicadores de violência nos trens da CPTM e do Metrô estão menores que os da Xangai, onde esteve recentemente.

Licitação

Outro assunto abordado durante a entrevista foi o fato de que o Estado de São Paulo adiou para novembro o prazo para que o contrato de concessão da Linha 6-Laranja caduque.

Segundo Baldy, o Governo de São Paulo recebeu da MoveSP, responsável por 50% da Parceira Público-Privada da Linha 6, três formalizações de prováveis interessados em comprar parte do consórcio. “O Governo concedeu o prazo de 90 dias para concretização da aquisição, para que as obras sejam retomadas o mais rápido possível.”

As obras da Linha 6-Laranja estão paralisadas desde 2016, há quase três anos.