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‘Constituição na mão, oposições e sociedade filtrarão ação do Governo no interesse do Brasil’, diz FHC

O futuro Governo do presidente eleito Jair Bolsonaro deve ter oposição firme e estará sob vigilância. Isso é o que aponta o ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso. Em seu perfil no Twitter, nesta segunda-feira (19), o tucano escreveu: “Hora de agir, pensando. Constituição na mão, oposições e sociedade filtrarão ação do Governo no interesse […]

Marina Ogawa

O futuro Governo do presidente eleito Jair Bolsonaro deve ter oposição firme e estará sob vigilância. Isso é o que aponta o ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso.

Em seu perfil no Twitter, nesta segunda-feira (19), o tucano escreveu: “Hora de agir, pensando. Constituição na mão, oposições e sociedade filtrarão ação do Governo no interesse do Brasil. Sentimentos contarão mais que partidos. Estes devem refazer-se juntos com os movimentos. Alianças novas, corrupção zero, emprego e decência. Criar futuro”.

A postagem de Fernando Henrique Cardoso é clara no sentido de que haverá fiscalização sobre as ações do novo Governo. Em outro trecho, FHC explicita que a realidade partidária brasileira chegou ao limite, sendo necessário um processo de reconstrução dos partidos, alinhados com a sociedade civil e seus movimentos.
Ou seja, é preciso que seja retomado o diálogo esquecido entre as legendas e o povo, no sentido mais simples da palavra.

Ainda assim, a crítica do ex-presidente se choca com outras alas do PSDB, afinal o governador eleito por São Paulo, João Doria, por exemplo, tem defendido Bolsonaro.

Também do lado da oposição, quem tem inflado discurso para se opor ao presidente eleito é Cid Gomes, senador eleito pelo Ceará, que em entrevista assumiu articular um grupo opositor no Senado.

Segundo o irmão de Ciro Gomes, 17 dos 81 senadores integrariam o bloco de centro-esquerda, que deve unir legendas como o PDT, Rede, PSB, PPS, PHS e PRB.

*Informações do repórter Fernando Martins