Velocidade do contágio assusta governo do Rio de Janeiro

  • Por Jovem Pan
  • 21/04/2020 07h34 - Atualizado em 21/04/2020 08h34
EFE/ Antonio Lacerda Os testes rápidos, cerca de um milhão, também não chegaram, tendo recebido apenas 50 mil unidades

O momento no Rio de Janeiro é bastante delicado em tempos de pandemia do coronavírus. Assim é possível resumir a situação para o secretário de saúde Edmar Santos, que está se recuperando da covid-19.

Edmar afirmou, em entrevista à Jovem Pan, que o avanço da doença o deixa preocupado, já que o Rio ainda não chegou no pico da doença. Para ele, o momento pode ser classificado como “muito complicado” com casos subindo de forma acelerada.

O Estado do Rio de Janeiro foi o primeiro a adotar medidas de isolamento e quarentena. Entretanto, segundo Edmar Santos, o que está acontecendo é uma espécie de relaxamento com a taxa de isolamento chegando a 50% no território, enquanto o recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) é de, no mínimo, 70%.

Edmar declarou ainda que as encomendas feitas à China não se concretizaram. Ele esperava ter mais 900 respiradores para a rede pública e hospital de campanha, que também estão com cronograma atrasado, mas conseguiu apenas 50 ventiladores.

Os testes rápidos, cerca de um milhão, também não chegaram, tendo recebido apenas 50 mil unidades.

O secretário de saúde disse que a “luz laranja já está pistando”, o que seria um intermédio entre a luz amarela e a luz vermelha que vai começar a piscar em breve. Para Edmar, é desolador ver que estão desperdiçando as medidas adotadas para evitar a propagação do vírus.

“Estou temendo eu sempre fiz um tom equilibrado entre a informação objetiva, mas sem querer induzir pânico na população. A gente sempre criticou governos que foram ausentes. Dessa vez teve um governo que tomou a medida certa, no horário certo, enfrentamos mil resistências. Tem muitos problemas empresarial, questões da fome, mas a gente fez de tudo no momento certo.”

A curva de contágio pelo coronavírus no Rio de Janeiro começou no mês de março com características semelhantes à Coreia do Sul, em que o número de mortes foi controlado. Entretanto, nos últimos dias, um possível achatamento da curva não é mais visto no território fluminense e o perfil de contágio está se modificando.

*Com informações do repórter Rodrigo Viga