Corrida ao Planalto é marcada por incertezas a quatro meses do 1º turno

  • Por Jovem Pan
  • 04/06/2018 09h22
Janine Moraes/Agência Câmara Capacidade de Jair Bolsonaro de se manter em alta com um partido pequeno e pouco tempo de televisão

A pouco mais de 4 meses das eleições, a corrida pela Presidência é marcada por incertezas e deve ser a mais disputada desde a redemocratização. Não se sabe o potencial de Lula para transferir votos, de Bolsonaro para se manter em alta e de Alckmin para reunir as forças do centro.

O interesse dos candidatos pela Segurança Pública e a crise da alta dos combustíveis tornam o cenário ainda mais imprevisível. Olhando todo esse panorama, o professor da USP José Álvaro Moisés diz que, com Lula fora do páreo, o presidenciável do PSL perde força.

“Bolsonaro apareceu como uma contraposição em relação ao Lula. Na medida em que o Lula saiu do cenário, há uma tendência de a candidatura do Bolsonaro se fragilizar e perder apoio”, diz Moisés.

O especialista em marketing político Rubens Figueiredo pensa diferente e apostaria na ida de Bolsonaro para o segundo turno, caso a disputa fosse hoje. Ele ressalta, contudo, que pesará na campanha o pouco tempo de rádio e TV a que terão direito o atual deputado e outros candidatos de partidos pequenos:

“Os candidatos que têm as maiores intenções de voto não têm tempo na televisão. O partido do Bolsonaro é muito fraco, o partido da Marina é muito fraco, o partido do Ciro também é muito fraco. E, ao contrário do que se imagina, não vai ser a rede social que vai definir essa eleição, vai ser a televisão”, projeta Figueiredo.

O PT continua insistindo na tese de que o ex-presidente Lula – preso e ficha-suja – é o único nome do partido para a disputa.

Dias atrás, em uma nova demonstração de que não permitirá o crescimento de outro nome da esquerda, o petista teria dito que Ciro Gomes não é um líder.

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