Crédito imobiliário da Caixa pode reduzir prestação em até 50%

  • Por Jovem Pan
  • 21/08/2019 07h00
José Cruz/Agência BrasilO presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção, José Carlos Martins, avalia que a mudança nos indexadores é uma vantagem para o mutuário

A Caixa Econômica Federal anunciou nesta terça-feira (20) uma nova linha de financiamento da casa própria tendo como indexador o IPCA e não a TR. Na prática, a correção das prestações será mensal, com base na inflação oficial do país.

O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães explicou que a expectativa é de uma queda de 30% a 50% no valor das prestações.

O mutuário é quem vai definir entre o financiamento tradicional pela TR ou pelo IPCA. A nova forma de correção só valerá para contratos novos e não há como fazer a portabilidade ou migração.

Para tranquilizar quem está pensando em fazer um novo financiamento, o presidente da Caixa, explica que simulações internas do Banco mostraram que até 2030 o IPCA deverá se manter em algo em torno de 3,5% ao ano. E ele lembra que hoje a TR é igual a zero, mas que se a inflação subir a taxa também sobe.

Para um imóvel de R$ 300 mil, por exemplo, atualmente o financiamento tradicional prevê uma prestação de R$ 3 mil reais. Com base na nova linha de crédito, o mesmo imóvel prevê prestações que variam de R$ 1,5 a R$ 2 mil, dependendo do relacionamento do cliente com a Caixa.

Serão disponibilizados R$ 10 bilhões para essa nova linha de crédito. Pedro Guimarães explica ainda que no futuro a previsão é de que seja possível estabelecer taxas pré-fixadas.

O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção, José Carlos Martins, avalia que a mudança nos indexadores é uma vantagem para o mutuário, apesar de muitos analistas já levantarem uma série de questionamentos.

Segundo o presidente do Banco Central, a medida é importante porque flexibiliza o mercado, barateia o preço, diversifica o risco e aumenta o volume de recursos e ainda alonga o prazo dos financiamentos.

*Com informações da repórter Luciana Verdolin