Crise fez o Brasil produzir menos lixo em 2016, mas tratamento de resíduos piora
O brasileiro produziu menos lixo no ano passado. Isso é bom, certo? O problema é que esse resíduo não está indo para o lugar certo.
A Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais constatou que o Brasil gerou 214 toneladas de lixo por dia.
Em 2015, esse número foi um pouco maior, 218 toneladas. Por outro lado, mais municípios estão mandando os resíduos para lixões. E lixão é o pior lugar para encaminhar esse material.
Sem tratamento nenhum, os dejetos contaminam o solo e causam doenças graves para toda uma comunidade.
Hoje, mais de 1,5 mil cidades mandam os resíduos para lixões. E a coleta seletiva não avançou, presente em menos de 70% dos municípios.
O diretor-presidente da Abrelpe, Carlos Silva Filho, destaca que, como lixão é mais barato, a crise fez com que mais municípios deixassem de usar os aterros sanitários.
Nesta quinta-feira, o Sindicato Nacional das Empresas de Limpeza Urbana também divulgou um levantamento checando os indicadores do setor em mais de três mil municípios.
O presidente da entidade, Márcio Matheus, afirma que não tem muito jeito, é preciso que as cidades tenham orçamentos específicos para a coleta e tratamento de resíduos.
Originalmente, a Política Nacional de Resíduos Sólidos previa o fim de todos os lixões do Brasil até dois mil e catorze.
Ainda hoje, existem quase três mil lixões em todos os Estados e no Distrito Federal, que são utilizados por 1.559 cidades.
Confira a reportagem completa de Tiago Muniz:
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