Crise migratória deve ser tratada como “crise federal”, avalia secretário-chefe da Casa Civil de RR

  • Por Jovem Pan
  • 16/07/2018 09h34
Antônio Cruz/Agência Brasil“Temos mais de 60 mil venezuelanos aqui, é incremento de cerca de 10% da nossa população", disse Linhares

Desde que a crise na Venezuela começou a ficar mais intensa, milhares de venezuelanos procuram no Brasil uma alternativa para suas famílias. O principal Estado afetado é Roraima, que há três anos convive com a crise migratória.

Em entrevista exclusiva ao Jornal da Manhã, o secretário-chefe da Casa Civil de Roraima, Frederico Linhares, disse que muito pouco foi feito por parte do Governo federal para tratar deste problema, que deve ser encarado, segundo ele, como “crise federal”.

“Temos mais de 60 mil venezuelanos aqui, é incremento de cerca de 10% da nossa população e pode gerar colapso de saúde, educação e segurança. Em termos de saúde, pulamos para mais de 50 mil atendimentos a venezuelanos no SUS, fora doenças introduzidas no território brasileiro, como sarampo. Tudo isso promessa do Governo federal de que faria barreira sanitária e até agora não foi feita”, disse.

Segundo Linhares, o papel do Governo federal é central: “a crise migratória deve ser encarada como crise federal, controle de fronteira é federal, controle sanitário, e crise humanitária que precisa ser compartilhada com o resto do país. Governo só conseguiu interiorizar 1,2 mil pessoas”.

Em termos de recursos, segundo o secretário-chefe da Casa Civil, o único enviado foi para as Forças Armadas realizarem o abrigamento e cuidarem da alimentação dos venezuelanos que chegam ao Estado.

Confira a entrevista completa com o secretário-chefe da Casa Civil de Roraima, Frederico Linhares: