Crise separatista da Catalunha começa a cobrar a conta

  • Por Ulisses Neto/Jovem Pan em Londres
  • 03/11/2017 09h34 - Atualizado em 03/11/2017 09h36
EFECarles Puigdemont deve ser o próximo a ser enviado para a prisão

A Europa observa com cautela os desdobramentos da crise espanhola. Ontem a justiça de Madri mandou prender oito integrantes do governo separatista.

Eles foram acusados de rebelião, sedição e fraude na administração da Catalunha. O presidente deposto da região, Carles Puigdemont, que está em Bruxelas na Bélgica, fez um pronunciamento na televisão exigindo a libertação de seus assessores.

Mas a verdade é que ele mesmo deve ser o próximo a ser enviado para a prisão. A expectativa é de que nas próximas horas seja apresentada uma ordem internacional de busca e prisão do líder deposto.

Sem dúvida alguma será um novo constangimento para o governo belga e para as autoridades europeias. Puigdemont afirmou que Madri renunciou ao diálogo e optou pela violência policial e o encarceramento.

Para piorar ainda mais a situação dos líderes catalães, boa parte da Espanha parece favorável à decisão da justiça de mandar prender os líderes separatistas.

O jornal El País, por exemplo, escreve em editorial que ainda que as prisões gerem dificuldades políticas, a justiça não pode deixar de atuar.

E em meio a todo o desgaste institucional ainda existe uma conta financeira a ser paga com a crise separatista da Catalunha. A região foi a que registrou o maior crescimento do desemprego na Espanha no mês passado, segundo dados oficiais divulgados hoje.

O Banco Central do país afirma que o PIB espanhol pode perder algo entre 0,3% e 2,5% nos próximos dois anos por causa da instabilidade gerada nos últimos meses. Ou seja, o prejuízo pode chegar até a 27 bilhões de euros.