Daniela Mercury rebate postagem de Bolsonaro sobre Lei Rouanet e marchinha cantada com Caetano

  • Por Jovem Pan
  • 06/03/2019 07h00
Reprodução/FacebookNa música, a dupla brinca com a frase da ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, de que “menino veste azul e menina veste rosa”

A cantora Daniela Mercury rebateu postagem de Jair Bolsonaro sobre a Lei Rouanet e propôs um encontro em Brasília. Nesta terça-feira (05), pelo Twitter, o presidente da República divulgou uma marchinha criticando a canção “Proibido o carnaval”, cantada pela artista junto a Caetano Veloso.

Na música, a dupla brinca com a frase da ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, de que “menino veste azul e menina veste rosa”.

A música de Daniela Mercury e Caetano Veloso foi dedicada ao ex-deputado federal Jean Wyllys, do PSOL, que deixou o Brasil após alegar ameaças de morte.

Em resposta, Bolsonaro publicou a marchinha que critica o uso desmedido da Lei Rouanet. No texto que antecede o vídeo, o presidente diz que dois “famosos” acusam o Governo de querer acabar com o Carnaval, mas que a verdade é outra, e que esse tipo de “artista” não vai mais tirar proveito do benefício.

Depois da publicação, a cantora Daniela Mercury divulgou uma carta na qual se dispôs a explicar ao presidente como funciona o passo a passo da Lei Rouanet.

Na nota, a artista afirmou que nos últimos 20 anos usou R$ 1 milhão de verba pública na promoção de trios elétricos gratuitos para o público, o que teria, segundo ela, rendido retorno econômico ao turismo de Salvador.

A cantora disse ainda que “essa fake news sobre a lei Rouanet criada na eleição não pode continuar sendo usada para desmerecer o trabalho sofrido e suado dos artistas brasileiros”.

Já a empresária Paula Lavigne, mulher de Caetano Veloso, informou que o artista não vai responder à postagem de Jair Bolsonaro.

Ainda no Twitter, o presidente disse que a Lei Rouanet foi usada para cooptar parte dos artistas “famosos” num projeto de Poder, e que no atual Governo, a utilidade será para artistas em início de carreira. Bolsonaro também afirmou que “não passa de piada” a possibilidade de receber artistas que já se beneficiaram da lei.

*Informações do repórter Matheus Meirelles