Datafolha: 47% isentam Bolsonaro de culpa por 100 mil mortes no Brasil

49% dos entrevistados não veem o presidente como responsável pelo avanço da pandemia no país

  • Por Jovem Pan
  • 15/08/2020 07h16
Alan Santos /PRDAtafolha também viu a popularidade de Bolsonaro avançar nos últimos meses

Uma pesquisa Datafolha aponta que, para 47% dos entrevistados, o presidente Jair Bolsonaro não tem culpa pelas mais de 100 mil mortes pelo novo coronavírus no Brasil. Para 11%, Bolsonaro é o principal culpado. 41% consideram o presidente um dos culpados, mas não o principal e 2% não souberam responder. A pesquisa foi realizada em 11 e 12 de agosto, com 2065 brasileiros adultos que possuem telefone celular em todas as regiões e estados do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Ainda no tema covid-19, 49% dos entrevistados não veem o presidente como responsável pelo avanço da pandemia no país. Em pesquisa anterior, feita entre os dias 25 e 26 de maio, o percentual era de 45%. 33% consideram Bolsonaro muito responsável, o mesmo número da pesquisa anterior. Já 16% consideram o presidente da República um pouco responsável; esse percentual era de 20% no fim de maio. Para 49%, o Brasil não fez o necessário para evitar as mais de cem mil mortes. Em levantamento realizado pelo Datafolha entre os dias 23 e 24 de junho, esse percentual era de 54%.

O instituto ainda perguntou se o governador do estado do entrevistado é responsável pelo avanço do coronavírus no Brasil. Para 55%, não é responsável. No fim de maio eram 58%. Agora, 24% consideram o governador do próprio estado muito responsável. Entre os dias 25 e 26 de maio, eram 19%. 88% não souberam dizer o nome do ministro interino da saúde, Eduardo Pazuello. 10% sabiam o nome, já dois por cento disseram outro nome.

Em encontro virtual promovido pelo movimento dos trabalhadores sem terra, o MST, o ministro do supremo tribunal federal, Gilmar Mendes, defendeu as decisões da Corte durante a pandemia. Mendes afirmou que existe um “sem número de questões” no STF sobre a crise da covid-19 e repudiou o que classificou como “tentativa de tratar a pandemia de maneira atenuada”. O ministro do Supremo disse ainda que o enfrentamento à pandemia exigiria harmonia entre poderes, o que não ocorreu. Participaram do encontro o governador do Maranhão, Flávio Dino, e os presidente do PT, Gleisi Hoffmann, do PDT, Carlos Luppi, sindicalistas e ex-ministros petistas, além do líder do MST, João Pedro Stédile.

*Com informações da repórter Camila Yunes