Decisão de Aécio de destituir Tasso Jereissati repercute entre aliados e adversários

  • Por Jovem Pan
  • 10/11/2017 06h11 - Atualizado em 10/11/2017 11h09
André Dusek/Estadão ConteúdoSegundo lideranças tucanas, o partido deve desembarcar de vez do Governo no final deste ano

A decisão do senador Aécio Neves de destituir Tasso da presidência do PSDB não repercutiu só dentro do partido.

Afinal, os tucanos são parte importante do Governo, com quatro ministérios, ainda que a bancada do partido esteja rachada quanto a permanência na base. Além disso, o PSDB vai ser um agente importante nas eleições de 2018.

O Governo tenta segurar os tucanos na base aliada, visando continuar a pauta de votações.

O líder do Governo no Senado, Romero Jucá (PMDB), espera que, mesmo com os conflitos, o partido permaneça na base: “acho que o PSDB tem papel muito importante nesse processo nosso todo. É muito importante que o PSDB seja um dos pilares deste Governo de forma participativa”.

Já o líder do PT na Câmara, Carlos Zaratini, entende que a crise no PSDB só se agrava. Ele classificou a atitude de Aécio de autoritária: “atitude que deixa clara a crise que o PSDB está vivendo. Leva essas soluções que são autoritárias, mas que já não é possível no PSDB ter qualquer democracia interna dada a crise e, provavelmente, um grande racha no partido”.

Segundo lideranças tucanas, o partido deve desembarcar de vez do Governo no final deste ano.

*Informações do repórter Levy Guimarães