Defesa cita nome de jurados de chacina em SP, diz que “é praxe”, e deixa promotor indignado

  • Por Jovem Pan
  • 22/09/2017 08h37
A expectativa é que os jurados se reúnam nesta sexta-feira na sala de votação para decidir se condenam ou absolvem os réus

O promotor responsável pela acusação que levou dois policiais militares e um guarda-civil a júri popular pela maior chacina de São Paulo, 17 mortos e 7 feridos, classificou os réus de “criminosos de farda”. Marcelo Oliveira ainda disse que eles “merecem morrer” na prisão.

Cena que marcou o quarto dia do julgamento foi quando um dos advogados de defesa citou o nome dos jurados, fato que a promotoria entende que pode amedrontá-los: “estou indignado com este fato, acho que cumpri o que prometi no início da minha fala de não transformar isso em bate-boca pessoal, mas tenho certeza de que isso vai ser criticado. Não sei se foi de proposito, de boa-fé. Mas se for de boa-fé, foi ato de irresponsabilidade”.

Marcelo Oliveira afirmou que tomaria providências junto à OAB.

Advogado de um dos acusados, Nilton Vivian não acredita que os jurados se sentiram intimidados: “é praxe, se cumprimenta com nome sim. Eu sou o único diferente, cada um faz a sua, eu tenho meu modo de trabalhar. É educação trata-los por nomes e não por números”.

Caso sejam condenados, os réus podem ter penas de 300 anos cada um, mas pela lei nenhum preso pode ficar detido por mais de 30 anos.

Nesta sexta (22), a juíza Élia Bulman pretende realizar as eventuais réplica e tréplica, após os debates, ontem, entre acusação e defesa. A expectativa é que os jurados se reúnam hoje na sala de votação para decidir se condenam ou absolvem os réus.

*Informações do repórter Felipe Palma