Defesa de Queiroz diz que rumores de delação ‘não correspondem à verdade’

No dia da prisão de Queiroz, o advogado Paulo Catta Preta já havia descartado a possibilidade de delação premiada de seu cliente, mas admitiu que o ex-assessor teme pela vida

  • Por Jovem Pan
  • 27/06/2020 10h07 - Atualizado em 29/06/2020 08h24
DivulgaçãoO advogado de Fabrício Queiroz, Paulo Catta Preta, foi contactado pela reportagem mas não se manifestou

Circularam nesta sexta-feira (26), no Rio de Janeiro, rumores sobre a possibilidade de Fabrício Queiroz firmar acordo de delação premiada com o Ministério Público que investiga o caso das rachadinhas na Alerj. Queiroz anda muito abatido e abalado desde que foi preso na ultima semana – e com receio em relação ao futuro da família. A mulher dele, Márcia Oliveira de Aguiar, segue foragida desde quando Queiroz foi preso na casa do advogado Frederick Wassef.

Em entrevista à Veja, Wassef admitiu pela primeira vez que realmente escondeu Queiroz em Atibaia e disse que fez isso porque temia pela vida do ex-assessor parlamentar – e para preservar o presidente da República, Jair Bolsonaro, de futuras acusações e falsas insinuações.

Após os rumores, o advogado de Queiroz, Paulo Catta Preta, informou que “não atua – e jamais atuou – na celebração de acordos de colaboração premiada” . No dia da prisão de Queiroz, ele já havia descartado a possibilidade de delação premiada de seu cliente no caso das “rachadinhas”, mas admitiu que o ex-assessor parlamentar teme pela vida.

“A defesa de Fabrício Queiroz esclarece que o que vem sendo noticiado a respeito de celebração de colaboração premiada não corresponde à verdade. O escritório encarregado da defesa não atua – e jamais atuou – na celebração de acordos de colaboração premiada”, diz a nota enviada à Jovem Pan.

Lembrando que o MPRJ já tinha no forno denúncias para serem apresentadas à Justiça contra Flávio Bolsonaro e Queiroz no caso das rachadinhas, mas na última quinta-feira a instância competente para investigar o caso foi alterada — deixando de ser a primeira, com o juiz Flávio Itabaiana e passando a ser a segunda, um órgão especial do TJ que é colegiado, formado por 25 desembargadores.

*Com informações do repórter Rodrigo Viga