‘Dei sorte’, diz prefeito de Osasco ao deixar hospital após ser atingido por explosão

  • Por Jovem Pan
  • 11/07/2019 07h38
Reprodução/FacebookOs dois tiveram queimaduras de primeiro e segundo grau nas mãos e nos braços

O prefeito de Osasco, Rogério Lins, e a primeira-dama, Aline Soares, foram aplaudidos ao entrarem no auditório do Hospital Municipal de Osasco nesta quarta-feira (10). Depois de 12 dias internados, eles receberam alta após sobreviverem a uma explosão quando acenderam uma fogueira na Festa do Servidor. Os dois tiveram queimaduras de primeiro e segundo grau nas mãos e nos braços.

Aliviado, Rogério contou que a temperatura na hora de explosão chegou a 800 graus. Ele agradeceu o rápido atendimento e todo o apoio que o casal recebeu, não só dos habitantes de Osasco, mas de muitos brasileiros, até de fora do pais.

“Apesar da aparência e da dor, muito maior até da minha esposa, que teve lesões menores, mas em percentual mais graves, graças a Deus e a oração de pessoas do Brasil inteiro, a gente está muito bem. Então queria agradecer a todos vocês que oraram, torceram e intercederam por nós. É uma fração de segundo, a explosão foi muito forte, eu me vi engolido por uma chama, uma temperatura insuportável, quem já queimou a mão fazendo comida sabe do que estou falando, imagina em uma temperatura de 800 graus”, lembrou, acrescentando que, de acordo com os profissionais, a recuperação do casal foi um milagre.

Os peritos concluíram que a explosão tem a ver com o jeito como a fogueira foi construída. A gasolina evaporou e como a fogueira tava toda coberta com tecido, o vapor ficou confinado lá dentro, criando uma atmosfera explosiva.

Aline Soares, esposa do prefeito Rogério agradeceu a equipe medica e por mais ninguém sair ferido. “Eu vi a morte de perto e quando a gente chegou naquele hospital a dor era insuportável, era algo que cheguei a desmaiar de dor, depois quando acordei já tinham feito a nossa limpeza junto com o doutor Marcos, doutor Johnny… Mas a nossa primeira preocupação é que graças a Deus só foi eu e ele, e não mais ninguém”, disse.

O médico do casal, doutor Hugo Gregoris de Lima, elogiou a postura dos dois pacientes e disse que eles podem ter sequelas. “Eles podem ter um tipo de sequela chamado discromia, que é uma alteração na coloração da pele, mas isso virá com o tempo. Felizmente eles não tiverem sequelas funcionais e nem deformidades, o único problema mais grave foi a intensidade da queimadura na mão da primeira-dama, que pode comprometer a espessura total da pele, ela foi submetida a um enxerto.

Agora tratamento se dará em casa e ambos seguirão todas as recomendações médicas, retomando seus compromissos aos poucos.

*Com informações da repórter Victor Moraes