Delegado Waldir esclarece equívoco e declara que é fiel a ‘Bolsonaro e Bivar’

  • Por Jovem Pan
  • 16/10/2019 09h56
Dida Sampaio/Estadão Conteúdouestionado sobre a briga no PSL, Waldir alegou que está do lado de quem "defende o Bolsonaro, o combate à corrupção e o Sergio Moro"

Uma votação na Câmara dos Deputados na última terça-feira (15) causou polêmica no Congresso em meio à crise do PSL. O líder da sigla na Casa, deputado Delegado Waldir (PSL-GO), foi acusado de orientar a bancada a entrar em obstrução na votação da MP 886.

Em entrevista ao Jornal da Manhã, o Delegado Waldir esclareceu o que chamou de “nota plantada por algum moleque do PSL”.

“O que realmente aconteceu foi que ontem havia uma reunião da bancada – que apoia o governo Bolsonaro e o presidente Luciano Bivar – e estavam reunidos 34 deputados. E, nesse momento, iniciou-se a votação da 886 – que interessava ao Governo. Considerando que a bancada estava reunida e não poderia sair da sala de reuniões para ir ao plenário para votar, eu entrei em obstrução. Isso é uma técnica que a gente utiliza.”

Ele ainda disse não ser “empregado do Governo” e lembrou que “sem o PSL e sem Bivar, não seria deputado e nem Bolsonaro seria eleito porque não tinha partido”. “Tem muita gente falando asneira. Daqui a pouco o Lula vai me indicar para ser presidente, tamanho os ataques que estou sofrendo de alguns conservadores covardes que não conhecem minha honra.”

Crise no PSL

Questionado sobre a briga no PSL, Waldir alegou que está do lado de quem “defende o Bolsonaro, o combate à corrupção, o Sergio Moro e a CPI da Lava Toga“. “Não estou do lado de quem tenta manter privilégios”, confirmou.

Sobre a possível saída do presidente e de parlamentares, o deputado foi direto. “O cargo do presidente Bolsonaro e dos senadores permite a migração, parlamentares não. Nenhum parlamentar vai sair do PSL. Nós não vamos dar nenhuma carta de alforria. Se alguém quiser jogar fora seu mandato, faça isso.”, declarou.

“Já fui fiel ao presidente, continuo sendo fiel lá trás quando migrei para acompanhá-lo ao PSL. Mas, nesse momento, me mantenho fiel ao Bivar. Uma pessoa idosa que foi humilhada, atacada e sempre teve uma história honrada, transparente – e que tem conduzido o PSL de forma brilhante”, justificou.

Waldir declarou que a Operação da Polícia Federal feita na terça-feira  é legítima, mas “um grande equívoco”. “Dez meses depois você vai buscar o que? O que a Polícia Federal encontrou? Quem não tem experiência de montar chapa fala muita asneira. Primeiro precisa aprender para depois falar de candidatura laranja”, completou.