Demitido por Bolsonaro, Santos Cruz tinha encontros marcados com empresários e projetava calmaria
O presidente Jair Bolsonaro demitiu nesta quinta-feira (13) o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Alberto dos Santos Cruz. A decisão foi comunicada à Santos Cruz pelo próprio presidente durante uma reunião.
O ex-ministro vinha sofrendo um processo de desgaste e era alvo de críticas do escritor Olavo de Carvalho e do filho do presidente, o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ). Este é primeiro ministro militar a ser desligado do Governo e é a terceira baixa na esplanada dos ministérios desde que o presidente assumiu o palácio do planalto.
Em nota, o porta-voz da presidência, Otávio Rêgo Barros, confirmou a saída de Santos Cruz dizendo que a demissão não afeta “a amizade, a admiração e o respeito mútuo” entre o ex-ministro e Bolsonaro.
Pela manhã, antes da demissão, Santos Cruz participou de uma audiência da Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle do Senado. Na fala, ele não deu indicações de que poderia sair do Governo e, inclusive, disse que tinha encontros marcados com empresários.
Na ocasião, Santos Cruz ainda fez um balanço dos primeiros meses do Governo e projetava calmaria. Depois, em uma carta, Santos Cruz agradeceu o tempo em que esteve no ministério e afirmou que saiu por decisão do presidente Jair Bolsonaro.
Quem assume a secretaria de Governo é o também general Luiz Eduardo Ramos, que até então era o comandante militar do Sudeste. Com a mudança, o Comando Militar do Sudeste fica interinamente subordinado ao general de divisão André Luís de Novaes Miranda, atual comandante da 2ª Divisão de Exército.
*Com informações do repórter Afonso Marangoni
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Bruno Pinheiro
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