“Deprimente ver que País ficou entregue a um mercado de compra de votos”, diz Reale Jr.

  • Por Jovem Pan
  • 04/08/2017 06h28 - Atualizado em 04/08/2017 10h32
Sessão deliberativa extraordinária destinada a discussão do Parecer nº 726, de 2016, que analisa a procedência ou improcedência da Denúncia nº 1, de 2016, referente ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Em discurso, jurista Miguel Reale Júnior (denunciante). Foto: Fernando Bizerra/Agência SenadoO ex-ministro da Justiça chegou a comparar o Congresso a um balcão de negócios

O jurista Miguel Reale Jr. classificou como “deprimente” o mercado que se estabeleceu resultou na decisão da Câmara dos Deputados desta quarta-feira (02), que impediu o prosseguimento da denúncia contra o presidente Michel Temer.

Um dos signatários do impeachment de Dilma Rousseff criticou a falta de diálogo entre o peemedebista e a população.

O ex-ministro da Justiça chegou a comparar o Congresso a um balcão de negócios: “deprimente ver que o País ficou entregue a um mercado de compra de votos por via de emendas, nomeações, concessões de vantagens. Aí o presidente ainda tem a desfaçatez de dizer que ele vem propor a paz. A paz nos cemitérios”, disse.

O jurista se refere ao discurso do presidente Michel Temer em tom pacificador feito após a votação na Câmara. Temer afirmou querer construir um Brasil “melhor, pacificado, justo, sem ódio ou rancor”.

Na avaliação do presidente, “erram” aqueles que, segundo ele, querem “dividir” os brasileiros.

O jurista ressaltou que existe um imenso divórcio entre as instituições e a sociedade. Miguel Reale Jr., bom lembrar, pediu desfiliação após PSDB decidir ficar no Governo Temer.

*Informações da repórter Carolina Ercolin