Dersa será fundida com outras cinco empresas em até dois anos, diz Doria

  • Por Jovem Pan
  • 04/01/2019 10h24 - Atualizado em 04/01/2019 10h24
Bruno Lima/Jovem PanDoria reforçou que seu governo terá um “amplo programa de desestatizações” sob o comando do secretário da Fazenda, Henrique Meirelles, e com participação de Rodrigo Garcia, seu vice

Um dos focos da gestão de João Doria na Prefeitura de São Paulo e que também virou mote de sua campanha ao governo do Estado foi o tema das privatizações e concessões.

Em entrevista exclusiva ao Jornal da Manhã, Doria reforçou que seu governo terá um “amplo programa de desestatizações” sob o comando do secretário da Fazenda, Henrique Meirelles, e com participação de Rodrigo Garcia, seu vice. Serão três modelagens: PPPs, concessões e privatizações.

A Dersa é um exemplo de privatização. Segundo o tucano, ela será extinta. “O primeiro movimento é fazer a fusão, são seis empresas, entre as quais a Dersa, serão transformadas em única empresa, estamos definindo outro nome. Mas não é coisa instantânea. Se faz ao longo de um limite de dois anos”.

O responsável por assumir a tarefa do programa de fusões e extinções de empresas, segundo Doria, será o ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Nelson Antonio de Souza.

Quanto ao Ceagesp e Porto de Santos, Doria confirmou que terá reunião com o presidente Jair Bolsonaro e os ministros Paulo Guedes (Economia) e Onyx Lorenzoni (Casa Civil) para tratar do assunto. “A proposta é que ambos sejam privatizados”, segundo o tucano.

Questionado sobre por qual motivo passará o porto de Santos para o Estado e depois para uma privatização, o governador disse que ainda pensa em alternativas, mas que está atento às questões jurídicas.

Doria ressaltou o histórico de corrupção e ineficiência do porto e disse que uma privatização não geraria desemprego: “não há sindicato que possa dizer que vai desempregar. Um porto melhor gera mais empregos e mais oportunidades”.

Confira a entrevista completa com o governador de SP, João Doria: