“Desejamos que oposição encerre as férias e compareça para votar denúncia”, diz líder do PMDB

  • Por Jovem Pan
  • 31/07/2017 06h18 - Atualizado em 31/07/2017 11h07
Brasília- DF- Brasil- 22/03/2016- Reunião ordinária para apreciação do processo nº 01/15, referente à Representação nº 01/15, do PSOL e REDE, em desfavor do dep. Eduardo Cunha (PMDB/RJ). Dep. Carlos Marun (PMDB-MS). Foto: Antonio Augusto/ Câmara dos Deputados“Eles estão muito longe dos votos necessários e por isso que buscam essa saída pela tangente", disse o deputado

Depois de um final de semana inteiro de negociações, o Governo inicia a semana com a estratégia de intensificar ainda mais a pressão sobre os deputados que ainda estão indecisos sobre como vão votar na quarta-feira (02).

O líder do PMDB na Câmara, o deputado Carlos Marun, fez um apelo para que a oposição apareça para votar: “a estratégia de quórum é problema da oposição. Nós estamos governando, vamos continuar governando e estaremos presentes para votar. O que desejamos é que oposição encerre suas férias e compareça, já que ela quer o resultado. E vote, mas não se omita em um momento tão importante e decisivo para a vida da nação. Neste momento, prorrogar, delongar e atrapalhar é uma atitude irresponsável a antipatriótica”.

Segundo o deputado, não há preocupação do Governo, que na prática parou de divulgar os números que acredita que terá na votação. Mas ressaltou que toda mudança nas contas hoje é positiva para o Palácio do Planalto.

Mas ele voltou a ressaltar que quem tem a obrigação de garantir o quórum de 342 deputados é a oposição: “eles estão muito longe dos votos necessários e por isso que buscam essa saída pela tangente, de não aparecer, de ficar na praia, de vir para o Salão Verde, de ficar no gramado da frente do Congresso. Porque se tivessem votos, fariam como nós fizemos, que viemos aqui, trabalhamos incansavelmente até que o impeachment acontecesse”.

Os líderes da base não arredaram o pé de Brasília no recesso. Os líderes da oposição estão chegando nesta segunda-feira (31), e devem se reunir para também afinar o discurso e tentar, assim como o governo garantir o voto dos indecisos.

*Informações da repórter Luciana Verdolin