Desemprego nos EUA supera patamar da Grande Depressão

  • Por Jovem Pan
  • 09/05/2020 07h00
EFE/EPA/JUSTIN LANEO setor de lazer e hospitalidade foi o mais afetado, com perda de empregos principalmente em restaurantes e bares

Cerca de 20,5 milhões de pessoas perderam o emprego em abril nos Estados Unidos. A taxa de desemprego no mês foi de 14,7%, a maior desde a Grande Depressão nos anos 1930. Antes da pandemia, o mercado de trabalho era forte no país, com o menor nível de desemprego em cinquenta anos.

O setor de lazer e hospitalidade foi o mais afetado, com perda de empregos principalmente em restaurantes e bares. Mas muitos outros também foram afetados, incluindo o setor da saúde. Procedimentos eletivos, que são os mais lucrativos, foram cancelados por causa da pandemia. E como muita gente tem evitado ir ao médico, alguns consultórios fecharam as portas.

Os economistas esperam que algumas dessas perdas tenham sido temporárias. Nos Estados Unidos, em geral, os processos de demissão costumam ser mais rápidos, mas os de contratação também. Mas é claro que os resultados são mais um fator para preocupação no país, que já registra mais de 77 mil mortes e mais de um milhão e duzentos mil casos da Covid-19.

Na sexta-feira (8), os Estados Unidos impediram a votação no Conselho de Segurança da ONU de um cessar-fogo em áreas de conflito durante a pandemia da Covid-19.

De acordo com o jornal The Guardian, o presidente norte-americano, Donald Trump, teria impedido a votação por não concordar com uma referência indireta à Organização Mundial da Saúde, que vem sendo alvo de críticas de Trump. O texto falava sobre a necessidade de apoio às agências de saúde especializadas da ONU.

Um porta-voz da missão dos Estados Unidos junto à ONU teria sugerido que se a Organização vai falar sobre isso, então deve incluir também informações exigindo a transparência dos envolvidos.

Lembrando que Trump chegou a suspender a verba dos Estados Unidos para a OMS e diz que a organização estaria agindo para defender a China – acusação que a OMS nega.

*Com informações da repórter Mariana Janjácomo