Discurso da rainha Elizabeth II abre semana decisiva para Johnson e Brexit

  • Por Ulisses Neto/Jovem Pan
  • 14/10/2019 09h19
ANDY RAIN/EFEOs britânicos de maneira geral, sejam apoiadores ou detratores do Brexit, estão encurralados e buscam desesperadamente uma alternativa

O parlamento britânico retoma suas atividades nesta segunda-feira (14) após o discurso da rainha Elizabeth II na Câmara dos Comuns. O ritual, que segue uma liturgia secular, marca o início de uma semana decisiva para o governo de Boris Johnson e, claro, o Brexit.

Enquanto a monarca apresenta as diretrizes para o próximo ano parlamentar, com os objetivos do Governo, os negociadores de Boris Johnson seguem trabalhando em Bruxelas. Se tudo certo, Johnson espera apresentar um acordo com os europeus até quinta-feira (17), quando começa a reunião de cúpula do bloco.

Se nada der errado, no sábado (19) o parlamento vai se reunir pela primeira vez desde a Guerra das Malvinas para votar esse eventual acordo. Caso contrário, o chamado “super sábado” pode acabar sendo dedicado para definir o que fazer com essa história toda de separação europeia.

Em tempos normais seria possível fazer algum tipo de previsão para o que deve ocorrer nas próximas horas por aqui. Mas Brexit e normalidade não costumam aparecer juntos na mesma frase.

Não se sabe sequer se o Governo vai vencer a votação sobre o discurso da rainha, o que via de regra é apenas uma formalidade.

Os britânicos de maneira geral, sejam apoiadores ou detratores do Brexit, estão encurralados e buscam desesperadamente uma alternativa.

Definir o Brexit é só o primeiro desafio pela frente – seja qual for o resultado será necessário um longo trabalho para tirar algum proveito dessa história toda que está mexendo profundamente com a democracia britânica.

Catalunha

Em outro destaque rapidamente por aqui, a suprema corte da Espanha anunciou nesta segunda penas pesadas para nove líderes separatistas da Catalunha. Eles foram condenados por perturbação da ordem pública com penas que variam entre nove e 13 anos de prisão.

O caso é relacionado ao referendo separatista de 2017 que foi realizado contra as ordens do governo central de Madri.

Novos protestos contra a decisão da Justiça são esperados na Catalunha como reação às condenações.