Distante da meta, campanha de vacinação contra o sarampo entra na última semana

  • Por Jovem Pan
  • 09/03/2020 06h55 - Atualizado em 09/03/2020 10h00
Marcelo Camargo/Agência BrasilA principal medida de prevenção é a vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola

Com o novo coronavírus em evidência, muita gente está esquecendo de se vacinar contra outras doenças — que são até mais graves, como é o caso do sarampo. Termina na sexta-feira (13) a Campanha Nacional de Vacinação contra o vírus para crianças e adolescentes entre 5 e 19 anos.

A meta do Ministério da Saúde é imunizar 3 milhões de pessoas desta faixa etária. Mas, no entanto, até o dia 2 de março, pouco mais de 1% compareceu aos postos de saúde.

O sarampo é grave e, só neste ano, já matou 3 crianças — uma delas em São Paulo.

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, lamentou o ocorrido e reafirmou a importância de se vacinar. “Em São Paulo nós perdemos mais uma criança para o sarampo. Uma vacina que está em todas as unidades de saúde. Era uma criança de um ano e três meses sem história de nenhuma vacinação. Acho muito importante dialogar sobre coronavírus, mas ele nos tira do que devemos focar.”

O sarampo tem alta transmissibilidade e uma pessoa infectada pode passar o vírus para até outras 18 que não estejam imunes. A disseminação do vírus ocorre por via aérea ao tossir, espirrar, falar ou respirar.

A principal medida de prevenção é a vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. E, para se imunizar, basta ir a um posto de saúde com carteirinha de vacinação ou documento de identidade.

As doses estão disponíveis durante todo o ano nos 42 mil postos de saúde do país.

O secretário estadual de Saúde do Rio de Janeiro, Edmar Santos, destacou que os menores são mais vulneráveis ao sarampo. “A população de menor é mais vulnerável. Pais e população, não caiam nas fake news do perigo das vacinas. O risco real está na não vacinação.”

Na cidade de São Paulo, o público-alvo para a vacinação foi ampliado e vai até 29 anos. Para ficarem imunizadas, as pessoas devem tomar duas doses — com intervalo mínimo de 30 dias entre elas.

Em âmbito nacional, outras duas etapas de mobilização vão ocorrer. Uma com foco nos públicos de 20 a 29 anos, e a outra, de 20 a 59 anos.

*Com informações do repórter Afonso Marangoni