Dono do grupo Petrópolis e outras 22 pessoas são denunciadas por lavagem de dinheiro

  • Por Jovem Pan
  • 14/12/2019 09h13
Reprodução O empresário Walter Faria, dono do grupo Petrópolis, foi denunciado por lavagem de dinheiro de mais de 1 bilhão e 100 mil reais para favorecer a Odebrecht entre 2006 e 2014

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou o empresário Walter Faria, dono do grupo Petrópolis, por lavagem de dinheiro de mais de 1 bilhão e 100 mil reais para favorecer a Odebrecht entre 2006 e 2014.

Além de Walter Faria, também foram denunciadas outras 22 pessoas ligadas ao Grupo Petrópolis, ao Antígua Overseas Bank e ao departamento de Operações Estruturadas do Grupo Odebrecht.

Todos foram alvos da 62ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada em julho. De acordo com a força-tarefa do MPF, os recursos lavados foram desviados principalmente de contratos com a Petrobras.

Segundo a denúncia, Walter Faria atuava como operador de propinas e era responsável por disponibilizar dinheiro em espécie para agentes públicos brasileiros para, em troca, receber dólares da Odebrecht no Exterior.

O procurador Antônio Diniz chamou atenção para as proporções e para a complexidade do esquema.

“O volume e a sofisticação do esquema de lavagem de dinheiro do grupo Petrópolis não tem precedentes, mesmo na Lava Jato. Embora em volume e montante sejam comparáveis aos casos envolvendo os maiores operadores, como o caso Alberto Yussef, neste caso foram utilizadas várias técnicas de lavagem de dinheiro. Entre elas se destaca uma que mistura recursos ilícitos de uma empresa, o que deixa mais difícil a descoberta e a comprovação dos crimes”, afirmou.

Walter Faria chegou a ser preso na Lava Jato. Na última quarta-feira, a Oitava Turma do Tribunal Regional Federal da Quarta Região, em Porto Alegre, concedeu um habeas corpus ao empresário. Depois de pagar uma fiança de 40 milhões de reais, ele deixou Complexo Médico-Penal, em Pinhais, em Curitiba, nesta quinta-feira.

Por decisão da justiça, Faria terá de cumprir medidas cautelares e usar tornozeleira eletrônica. De acordo com a assessoria de imprensa de Walter Faria, os fatos mencionados já foram esclarecidos e arquivados em decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4).

* Com informações do repórter Renan Porto