Doria defende relação com a China e reforça: ‘Estamos muito focados’

  • Por Jovem Pan
  • 09/08/2019 08h41
Governo do Estado de São PauloO governador do Estado de São Paulo fica no país até sábado de manhã

O governador do Estado de São Paulo, João Doria, está na China desde a última semana para discutir a relação comercial do país com São Paulo e procurar investidores para os planos de desestatização do governador.

Em entrevista ao Jornal da Manhã, Doria fez um balanço da viagem e falou sobre pontos como a inclusão de estados e municípios na reforma da Previdência e a possível transferência do ex-presidente Lula de Curitiba para São Paulo.

Quando prefeito da cidade de São Paulo, João Doria também esteve no Oriente Médio para discussões parecidas. Porém, ele afirma que o tempo era outro. “As medidas retaliatórias dos Estados Unidos em relação à China colocaram o país em busca de novos parceiros comerciais para diluição do risco americano. E o Brasil é uma opção dentro desse contexto.”

“Estamos aqui com missão empresarial e um robusto programa de desestatização. Na área de infraestruturas, a China representa um fortíssimo interesse de investidores tanto no financiamento como na exploração. Além disso, temos os planos de despoluição do rio Pinheiros até 2022”, lembra.

Questionado sobre possíveis riscos da aproximação com a China enquanto o presidente Jair Bolsonaro defende total abertura aos EUA, Doria reforça. “Não dá para se afastar do maior parceiro comercial de São Paulo. Estamos muito focados.”

“O Governo brasileiro também deveria priorizar a China. Para isso, ninguém precisa desprezar os EUA, parceiros europeus, muito menos o Oriente Médio”, completa.

Lula em São Paulo

Na última quarta-feira (7), a Justiça autorizou a transferência do ex-presidente para o presídio de Tremembé, em São Paulo. A penitenciária é conhecida por ser a moradia de detentos que cometeram crimes hediondos, como o casal Nardoni, Suzanne von Ritchtofen e Gil Rugai.

No mesmo dia, o Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu a decisão. Para Doria, Lula não correria nenhum risco após a transferência. “O máximo que poderia acontecer era ele trabalhar, coisa que nunca aconteceu na vida dele.”

“O sistema prisional oferece como benefício a progressão da pena. Então ele trabalharia três dias e reduziria um dia. Mas o PT resolveu recorrer para ele continuar na boa mordomia à revelia da Polícia Federal. Se vier para São Paulo, será bem tratado. Mas terá que trabalhar”, afirma.

Reforma da Previdência

Quanto a inclusão dos estados e municípios na reforma da Previdência, Doria alega que “está mais otimista” e que acredita na inclusão no âmbito do Senado. “Sem a inclusão, seria uma reforma incompleta.”