Doria faz ‘dobradinha’ com Rodrigo Tavares e alimenta suspeitas sobre eventual apoio a Bolsonaro

  • Por Jovem Pan
  • 03/10/2018 07h49
Alex Silva/Estadão ConteúdoO candidato do PSDB foi questionado sobre a declaração de que, em um possível governo dele, os criminosos “ou se rendem ou vão para o chão”

No último debate entre os candidatos ao governo de São Paulo, João Doria protagonizou os principais embates da noite desta terça-feira (02).

O candidato do PSDB foi questionado sobre a declaração de que, em um possível governo dele, os criminosos “ou se rendem ou vão para o chão”. O discurso mais duro seria uma tentativa de conquistar eleitores de Jair Bolsonaro, o chamado voto “bolsodoria”.

Nos bastidores se especula uma aliança entre o candidato do PSL à Presidência da República e o tucano no segundo turno. Doria sustentou o discurso antipetista em qualquer situação, mas negou apoio direto ao capitão da reserva.

Marcado por dobradinhas entre João Doria e o candidato de Bolsonaro, Rodrigo Tavares, do PRTB, o debate na TV Globo também teve momentos quentes e confrontos principalmente entre os quatro mais bem colocados nas pesquisas de intenção de voto.

Os ataques principais foram contra Doria.

No entanto, o atual governador de São Paulo, Márcio França, candidato do PSB, cravou que estará no segundo turno com Paulo Skaf.

Luiz Marinho, do PT, foi um dos que criticou a fala de Doria sobre a polícia paulista. O petista avaliou que as propostas do tucano combinam com as de Bolsonaro.

Rodrigo Tavares deixou claro que é o candidato de Jair Bolsonaro e negou conhecimento sobre uma possível aliança da chapa com o opositor tucano. Ele disse preferir usar o debate para expor propostas e também rebateu acusações sobre o fim do décimo terceiro salário.

Doria e Paulo Skaf foram os únicos que não citaram os presidenciáveis dos próprios partidos: Geraldo Alckmin e Henrique Meirelles, respectivamente.

Para Marcelo Cândido, do PDT, a tentativa é de evitar a associação. A ausência de referências a Geraldo Alckmin não foi sentida pela professora Lisete.

A candidata do PSOL ao Palácio dos Bandeirantes afirmou que a crítica ao PSDB, que dominou parte do debate, foi direcionada ao ex-governador paulista e atual presidenciável da legenda.

Mesmo sendo relativamente poupado no debate, o candidato do MDB, Paulo Skaf, deixou o evento sem falar com a imprensa.

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*Informações da repórter Marcella Lourenzetto