Doria reafirma apoio a Alckmin e fala em vitória em SP: “sem falsa modéstia, venceremos”
Primeiro nas pesquisas de intenção de voto ao governo de São Paulo, o ex-prefeito da capital paulista, João Doria (PSDB), voltou a afirmar que seu candidato para a Presidência é Geraldo Alckmin e que trabalha para fazer uma boa campanha no Estado e, assim, ajudar seu padrinho político na campanha ao Palácio do Planalto.
Em entrevista exclusiva ao Jornal da Manhã, o pré-candidato ao Palácio dos Bandeirantes disse agradecer as especulações sobre uma eventual substituição do nome de Alckmin pelo seu na disputa pela Presidência. “Meu candidato é Geraldo Alckmin e ao fazer boa eleição e votação no maior colégio eleitoral do país vamos ajudá-lo a ir para segundo turno e depois ser eleito. Fico enaltecido e agradeço manifestações [sobre as especulações]”, agradeceu.
Ainda em relação ao seu maior apoiador na campanha pela Prefeitura, João Doria disse que Alckmin passará a fazer campanha ao seu lado a partir do mês que vem. “Fizemos várias agendas na capital, região metropolitana e interior. E ele tomou a decisão de não participar. Estou convicto que a partir de agosto ele estará participando. Ele nos convidou para reunião que a partir de agosto fará campanha conjuntamente. Compreendo a alma e a mente do governador, a quem dedico meu voto e a quem votarei na campanha de presidente”, prometeu.
Expectativa de segundo turno
Sem “fazer seleção”, Doria evitou citar nomes para uma eventual disputa em segundo turno e disse respeitar a todos.
“O que vier o enfrentamento é feito com os candidatos que aí estão. Aprendi a nunca desrespeitar concorrente, por mais fraco que possa ser. Respeito e faço boa campanha, assim que conquistamos a Prefeitura. Acordo cedo e durmo tarde ao contrário de alguns que aqui me antecederam. Sem falsa modéstia, venceremos”, garantiu.
Aceitaria apoio de Bolsonaro?
Sobre o apoio para sua candidatura ao governo paulista, Doria foi enfático ao dizer que não aceitaria um aceno de Jair Bolsonaro (PSL), pré-candidato à Presidência, e aproveitou para alfinetar as extremas direita e esquerda que concorrem ao pleito nacional.
“Não [aceitaria]. Agradeço, mas declino. Não acredito em extremismos, mas em projeto central, liberal. Eu não desrespeito quem o apoia, os que tendem a ter visão que extremismo de direita tende a salvar o país, e nem de esquerda. Precisamos de um país que vá para frente, mas não é preciso empunhar armas e destruir economia e nem ‘venezualizar’ o país para isso”, disse.
Gestor x político
Bastante criticado por ter deixado a Prefeitura de São Paulo após 15 meses, Doria voltou a exaltar as realizações de que “fez mais que o PT de Fernando Haddad”, e disse entender o eleitor que tenham sentimento negativo por sua renúncia prematura.
“É compreensível que pessoas tenham esse sentimento. Você só quer manter quem é bom, quem é ruim você não quer manter. 40% de todas as ações da Prefeitura dependem do governo do Estado, há relação direta. Portanto, ao conquistar o governo vamos ajudar e apoiar Bruno Covas”, defendeu.
Ao defender seu programa na Prefeitura que, segundo ele, segue comandado por Bruno Covas, o ex-prefeito reafirmou ser um gestor e não um político. “Quero reafirmar, continuo sendo gestor, administrador. Não sou político, não quero ser político e não sou carreirista. Quero estar ao lado dos bons, honestos, corretos, mas não sou político e não quero ser”, disse.
Ao diferenciar o político do gestor, o tucano disse ainda “não ter vocação” para o papel de legislador. “Para ser gestor precisa disputar eleição. Você não é político por disputar eleição. Aqui esteve Flávio Rocha. Ele é empresário, e não político”, exemplificou o pré-candidato do PSDB.
Saída precoce da Prefeitura
Sobre a sua saída da Prefeitura de São Paulo, mesmo após promessas de que cumpriria mandato completo de quatro anos, Doria defendeu a equipe deixada. “Temos equipe, um time. Falta de equipe, time, é o que políticos tradicionais gostam e eu não acredito nisso. Montamos grande time, bom, competente, sério”.
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