Doria, Simone Tebet e Ciro Gomes defendem bandeiras individuais e fortalecimento da 3ª via

Os três pré-candidatos à Presidência da República foram sabatinados na Brazil Conference no último domingo

  • Por Jovem Pan
  • 11/04/2022 10h03 - Atualizado em 11/04/2022 13h24
Montagem com fotos da Câmara e do Senado/Claudio Andrade/Pablo Valadares/Jefferson Rudy João Doria (PSDB), Simone Tebet (MDB) e Ciro Gomes (PDT) João Doria (PSDB), Simone Tebet (MDB) e Ciro Gomes (PDT)

A Brazil Conference, série de debates promovidos pela comunidade brasileira de estudantes em Boston, nos Estados Unidos, sabatinou três candidatos à Presidência da República no último domingo, 10: Simone Tebet (MDB), Ciro Gomes (PDT) e João Doria (PSDB). Eles falaram sobre a importância da união da terceira via para tentar vencer a polarização política existente entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL), que protagonizam as melhores posições nas pesquisas eleitorais. Cada um dos sabatinados defendeu suas bandeiras para a disputa eleitoral de 2022 durante o evento.

Simone Tebet foi questionada sobre a possibilidade de a terceira via ter uma candidatura única e disse que, pelo bem do Brasil, todos se unirão em um único palanque. “O Centro Democrático, dia 18 de maio, estará escolhendo o único pré-candidato à Presidência da República. Quem quer apoio tem que estar disposto a dar apoio. É óbvio que todos nós nos sentimos preparados. Eu me sinto preparada para liderar essa legião que sei que existe por trás de nós, que não quer nem o o atual governo e nem voltar ao passado”, afirmou. Tebet disse ainda que, por enquanto, ela, João Doria e Luciano Bivar (União Brasil) são os pré-candidatos desse centro e garantiu que os três pactuaram apoiar o que for decidido. Tebet defendeu como prioridades assistência para quem mais precisa e redução das desigualdades sociais por meio da reforma tributária. No âmbito da segurança pública, falou em rever o sistema carcerário brasileiro, que segundo ela prende muito e prende mal.

João Doria falou sobre ações realizadas como governador de São Paulo, como o estímulo à vacinação, obras em parceria com a iniciativa privada e a geração de emprego. Ele também defendeu programas sociais. “Eu, quando comecei a minha vida pública, tenho apenas seis anos de vida pública, comecei como prefeito eleito da cidade de São Paulo, depois como governador eleito do Estado de São Paulo, antes de vir à vida pública eu era um liberal. Hoje, eu me confesso um liberal social. Porque eu vi a dimensão real da pobreza. A dimensão real da pobreza no nosso Estado e não é diferente no nosso país, aliás ela é pior no restante do país. Portanto, não há como ter uma política liberal, econômica, sem ter a política social que representa o investimento do Estado, a obrigação do Estado de estar ao lado dos mais pobres”, disse. Sobre as eleições, Doria voltou a falar nas prévias do PSDB, que venceu e o colocaram como candidato do partido para a Presidência da República. Questionado da desunião da sigla, ele disse que o PSDB é democrático e que prefere que seja assim do que um partido que tenha dono. Assim como Tebet, Doria defendeu a União para uma alternativa da terceira via.

Ciro Gomes analisou que o Brasil passa por um momento econômico muito delicado e que precisa de mudança. “Nós saímos de tragédia em tragédia com o mesmo modelo econômico, qualquer que seja a retórica, é o mesmo modelo econômico. Caricatura: câmbio flutuante para meta de inflação. Quem inventou isso? Fernando Henrique. Qual foi a política do Lula? A mesma. Qual foi a política da Dilma? A mesma. Qual foi a política do Michel Temer? A mesmo. Qual foi a política do Bolsonaro? É a mesma, agravada por uma excrescência teórica que é o teto de gastos, com status constitucional e com idade congelada de 20 anos”, pontuou. Ele defendeu administrar a taxa de juros, cobrar tributos sobre lucros e dividendos empresariais, impostos de 0,5% a 1,5% sobre grandes patrimônios, criticou as ações de Bolsonaro na Amazônia e propôs desenvolvimento sustentável por meio de um zoneamento econômico ecológico. Ciro também condenou as pautas de costumes do atual governo e classificou como “estapafúrdia e simplória” a declaração de Lula de que todas as mulheres devem ter direito ao aborto.

*Com informações da repórter Carolina Abelin