Senador diz que MP aprovada no Senado pode fazer consumidor pagar menos pelo litro do etanol

Em entrevista ao Jornal da Manhã, Eduardo Velloso (União Brasil-AC) falou sobre impactos, dizendo que acredita, que, mesmo com a aprovação, os consumidores não verão o resultado a curto prazo

  • Por Jovem Pan
  • 10/06/2022 10h53 - Atualizado em 10/06/2022 11h14
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Análise de custo-benefício: a regra dos 70% no verão A regra padrão para decidir entre gasolina e etanol é simples: se o preço do litro do etanol custar até 70% do preço do litro da gasolina, o álcool é financeiramente mais vantajoso. Este cálculo se baseia na diferença de poder calorífico entre os dois. Contudo, o fator de evaporação no calor intenso pode alterar essa matemática. Como o etanol evapora mais facilmente, parte do combustível que você coloca no tanque é perdida antes de ser utilizada. Essa perda não é contabilizada na bomba de combustível nem no computador de bordo. Portanto, para uma análise mais precisa no verão, pode ser prudente ajustar o cálculo. Gasolina Prós: Maior rendimento por litro e menor perda por evaporação em altas temperaturas. Contras: Preço por litro mais elevado. Etanol Prós: Preço por litro mais baixo e potencial de melhor performance devido à refrigeração da admissão. Contras: Maior consumo e perdas significativas por evaporação no calor, que reduzem o rendimento real. Considerando as perdas por evaporação, a paridade de 70% pode não ser suficiente para garantir a vantagem do etanol no calor extremo. Uma margem de segurança, utilizando um fator de 65% a 68%, pode oferecer um reflexo mais fiel do custo-benefício real durante os meses mais quentes do ano. Para a maioria dos motoristas focados em máxima autonomia e previsibilidade de custos, a gasolina tende a ser a escolha mais racional durante o calor intenso. As perdas por evaporação do etanol podem anular a economia obtida na bomba. Já para quem busca extrair a máxima performance do motor e não se preocupa tanto com pequenas variações de consumo, o etanol pode continuar sendo uma opção interessante, especialmente se seu preço estiver bem abaixo do limite de 70% em relação à gasolina. A decisão final deve ponderar o preço na bomba, seu estilo de condução e as prioridades de uso do veículo. Etanol Proposta visa diminuir o preço do etanol para o consumidor final

O Senado aprovou uma medida provisória que autoriza que produtores e importadores de etanol possam vender diretamente para postos de combustíveis e beneficiar o consumidor. Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, desta sexta-feira, 10, o senador Eduardo Velloso (União Brasil-AC), relator da proposta, falou sobre as mudanças que a MP irá causar, dizendo que, no final, o consumidor pagará menos nos postos de gasolina. “Agora, o produtor vai poder vender direto para o consumidor final, no caso, o comerciante que vende o combustível. Isso faz com que, a longo prazo, a gente não tenha um aumento tão expressivo ou até uma boa redução do preço do etanol. […] O governo, a princípio, ficou receoso com a perda de arrecadação por parte do distribuidor, mas eu acredito que, ao longo do tempo, isso vai ser equilibrar e o consumidor final vai poder pagar um pouco menos no posto de gasolina”, disse Velloso. “A princípio, nós gostaríamos que fosse um efeito imediato. Mas sabemos que, quando você tem um posto de combustível, você está atrelado a algum distribuidor ou revendedor. Essa desvinculação, nós acreditamos que seja em alguns meses. Por isso, talvez o consumidor final não sinta agora a diferença no posto de gasolina quando for abastecer seu carro”, continuou.

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