Eleições 2020: Internado para cirurgia, Bolsonaro admite ter candidatos preferidos, mas não revela nomes

No entanto, o presidente garantiu que não pretende interferir nas eleições municipais

  • Por Jovem Pan
  • 25/09/2020 05h18
Marcos Corrêa/PRNesta quinta-feira, em live nas redes sociais, Bolsonaro rebateu as críticas ao discurso que ele fez na Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU)

O presidente Jair Bolsonaro vai ser operado nesta sexta-feira, 25, em São Paulo, no hospital Albert Einsten. Ele vai retirar um cálculo na Bexiga, procedimento que, segundo o próprio presidente, será simples e rápido. O tempo de internação não deverá ser longo, mas vai depender de como o chefe do Executivo federal vai reagir ao procedimento. Nesta quinta-feira, em live nas redes sociais, Bolsonaro rebateu as críticas ao discurso que ele fez na Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU). Ele reafirmou que o Brasil é o país que mais preserva o meio ambiente e que as críticas tem motivações comerciais.

O ministro do meio ambiente, Ricardo Salles, rebateu informações de que boa parte dos focos de incêndio seriam criminosos. Segundo ele, faz parte da cultura da região das tradições, usar o fogo na produção. Ele criticou os governos anteriores. Afirmou que o a administração Bolsonaro recebeu órgãos ambientais desmontados e rebateu o discurso de que o governo incentiva o desmatamento. Para o presidente, se todas as informações que circulam fossem verdadeiras, o país não teria mais suas florestas. Para comprovar a tese, o ministro afirmou que 84% da Amazônia está preservada, mesmo abrigando 23 milhões de brasileiros. Ainda de acordo com Ricardo Salles, é preciso garantir uma fonte de renda para essa população proibindo apenas os excessos. “A primeira [mentira] é que o sistema de proteção ambiental da Amazônia está sendo desmontado. Nós recebemos ele desmontado dos outros governos, metade dos quadros do Ibama e do ICMBio estavam faltando. Outra mentira é que a Amazônia está sendo devastada, temos 84% da Amazônia preservada. Todo mundo acha que lá é vazio, tem 23 milhões de pessoas que precisam produzir, morar e se desenvolver. A região precisa de desenvolvimento econômico sustentável. A Amazônia foi deixada na pobreza”, afirmou Salles.

O presidente que garantiu que não pretende interferir nas eleições municipais, mas admitiu ainda nesta quinta-feira que já sem seus candidatos preferidos. O presidente, durante a transmissão ao vivo, chegou a perguntar se Salles já tinha candidato. No entanto, para evitar problemas com a justiça eleitoral, pediu que o ministro não desse nomes de candidatos.

*Com informações da repórter Luciana Verdolin