‘Sem redução de gastos públicos, não teremos salvação’, afirma secretário

  • Por Jovem Pan
  • 30/08/2019 10h20 - Atualizado em 30/08/2019 10h58
Marcello Casal Jr/Agência BrasilAdolfo Sachsida, atribuiu aos governos petistas os problemas econômicos brasileiros e a dificuldade na recuperação

O secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, atribuiu aos governos petistas os problemas econômicos brasileiros. “De 2006 a 2016 um conjunto muito alto de politicas econômicas erradas foram tomadas e nos legaram uma herança maldita. Por isso a recuperação é lenta.”

Em entrevista ao Jornal da Manhã, Sachsida defendeu as medidas tomadas nos últimos meses pelo governo de Jair Bolsonaro para retomada da economia. “Vai ficar cada vez mais claro que o Governo atual está criando condições de um crescimento sustentável e duradouro para a economia brasileira.”

De acordo com ele, medidas que envolvem o amplo hall de reformas, apostas nos ajustes fiscais e nas privatizações, redução de burocracias e até a liberação do FGTS estão “recolocando o Brasil no caminho da prosperidade.”

“Estamos em um momento de ajuste fiscal, existe todo um problema de baixa produtividade e ainda temos um cenário internacional desafiador. Mas é importante ressaltar que estamos em situação melhor do que há alguns meses”, explicou.

Projeções

Para Sachsida, apesar da expansão do PIB ter vindo acima do esperado, o momento econômico ainda inspira cuidados. “Crescemos agora, não tivemos recessão. O próximo trimestre também está difícil, mas vamos crescer de novo. Vamos sair dessa crise enorme que nos jogaram.”

O secretário ressaltou que “a situação está tao difícil que não adianta arrecada mais” e, de acordo com ele, não basta mais aumentar impostos. “O nosso ajuste agora é sempre pelo lado da despesa. A questão da privatização não é só econômica. É uma questão de moral, de respeito com o cidadão comum.”

“Em 2018 estamos com o problema de superavit primário. Se a arrecadação aumentar esse ano é excelente, diminui um pouco a questão do aperto fiscal que estamos fazendo. Para 2019, o problema mais sério é o teto de gastos. Ano que vem é redução de gastos públicos. Sem isso, não tem salvação. Temos um plano, confiamos nele e mantemos ele”, finalizou.