Em Dubai, Doria apresenta projetos de desestatização para investidores

  • Por Jovem Pan
  • 13/02/2020 08h48
PAULO GUERETA/AGÊNCIA O DIA/ESTADÃO CONTEÚDOEle voltou a falar da privatização do Complexo Ibirapuera e anunciou que, até abril, o leilão na Bolsa de Valores estará disponível

O governador de São Paulo, João Doria, fez um balanço sobre a viagem realizada aos Emirados Árabes nesta semana. Ele foi para a Ásia com o objetivo de buscar de investimento para o Estado. Em entrevista ao Jornal da Manhã, Doria destacou que os Emirados Árabes Unidos tem, hoje, US$ 18 bilhões de exportações brasileiras — e que esse número pode ser aumentado em, pelo menos, 50%.

“Nessa viagem conseguimos aumentar o volume de exportações de proteína animal, ovos, suco de laranja, açúcar, álcool, etanol, frutas e café — falando apenas de commodities. Algo importante também são as máquinas e equipamento, além de uma perspectiva de até R$ 30 bilhões de investimentos dos dois grandes fundos soberanos sediados na região — Mubadala e ADIA. Juntos, eles tem mais de US$ 5 trilhões. Eles já tem fundos no Brasil e querem ainda mais.”

Doria ainda disse que o Estado de São Paulo é privilegiado por apresentar 21 projetos de desestatização envolvendo ferrovias, hidrovias, Metrô, aeroportos, saneamento e parque públicos. “Saímos muito felizes com os resultados tanto no ambiente público dos leilões e concessões, das PPP e também nos programas do privado para o privado.”

Ele voltou a falar da privatização do Complexo Ibirapuera e anunciou que, até abril, o leilão na Bolsa de Valores estará disponível. “Vamos fazer a maior arena da América Latina, com capacidade para 25 mil pessoas. Totalmente climatizada, coberta, com conforto, acessibilidade e segurança — além da arquitetura moderna.”

João Doria reforçou aos paulistas que não acredita em assistencialismo, mas em oportunidades de “trabalho, emprego e prosperidade” e finalizou: “São Paulo oferece marcos jurídicos claros, gestão transparente, governo liberal que apoia a livre iniciativa, tem velocidade nas aprovações. Com tudo isso, geramos confiança nos polos de desenvolvimento. As empresas que se instalarem no Estado terão facilidade em melhorar desempenho, rentabilidade e competitividade.”