Em greve há 54 dias, metrô de Brasília ainda não tem previsão de normalização

  • Por Jovem Pan
  • 24/06/2019 10h17
Divulgação/Companhia do Metropolitano do Distrito FederalAos domingos, apenas 25% das frotas estão operando

A greve dos metroviários de Brasília completou 54 dias. Reivindicando reajustes no valor retroativo do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e no salário dos servidores pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), desde o dia 2 de maio, as operações acontecem com maiores intervalos e frota reduzida.

Segundo informações do metrô do Distrito Federal (DF), nos horário de pico – de 6h às 8h45 e de 16h45 às 19h30 -, 80% dos trens chegam a circular. Esse número é bem menos fora dos horários de maior fluxo e aos sábados, quando apenas 30% da frota está operando. Aos domingos, a quantidade de carros é ainda mais baixa: só 25% está ativa.

Desde o início da greve, a última tentativa de acordo foi no início deste mês, quando a companhia de metro da capital federal aceitou devolver os valores descontados dos servidores pelos dias parados, mas eles não aceitaram.

Dessa forma, a tendência é que a situação seja resolvida só na Justiça. O Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT)  deve julgar, nos próximos dias, o pedido de discídio coletivo, em que o colegiado define o desfecho da greve.

Enquanto isso, em meio ao impasse, a população sente a diferença. É o que relata o jovem aprendiz Jonas Kleber. “Todos os dias o metrô é usado por várias pessoas e,  com a greve, elas acabam saindo prejudicadas. Muitas não podem vir para o trabalho, ou até mesmo para a escola. Com a diminuição, os trens demoram muito e o horário vai sendo prejudicado”, afirma.

A técnica em segurança do trabalho, Ivone Sobrinho, também sentiu maior lentidão dos trens. “Demora mais do que o necessário. Não sei se é porque está esperando passageiro ou porque esse é, justamente, o intuito da greve: fazer com que o metro ande lentamente para as pessoas não o utilizarem. Mas está uma lentidão anormal”, diz.

Outras greves

Além do problema com os metroviários, a capital pode enfrentar mais greves nas próximas semanas. Servidores públcos do govero do Distrito Federal vem protestando contra o não pagamento da terceira  parcela de um reajuste concedido ainda em 2013, e também e contra uma proposta de extinguir a licença Premium.

O governador, Ibaneis Rocha (MDB), afirma que a situação fiscal do DF ainda é grave e, por isso, o aumento deve ficar para o ano que vem.

*Com informações do repórter Levy Guimarães