Em jantar para deputados, Governo apresenta versão enxuta da reforma da Previdência

  • Por Jovem Pan
  • 23/11/2017 06h36
Mateus Bonomi/Estadão ConteúdoTemer deu uma das últimas cartadas para tentar aprovar a Reforma da Previdência na Câmara: um jantar no Palácio do Alvorada para convencer os deputados a votarem a favor

O presidente Michel Temer deu uma das últimas cartadas para tentar aprovar a Reforma da Previdência na Câmara: um jantar no Palácio da Alvorada para convencer os deputados a votarem a favor.

Antes do banquete foi apresentado o novo texto da reforma. O principal ponto é a idade mínima para se aposentar: a princípio, ela fica em 55 anos para homens e 53 para mulheres. Mas vai aumentando gradativamente até chegar a 65 anos para homens e 63 para mulheres em 2042.

Já o tempo mínimo de contribuição ficou em 15 anos para o setor privado e 25 para servidores públicos. Quem se retirar após esse tempo, recebe 60% do valor integral da aposentadoria. Para receber o valor integral, é preciso trabalhar 40 anos.

A aposentadoria rural e o benefício de prestação continuada ficaram de fora da reforma.

Com as novas mudanças no texto, o Governo espera economizar 60% do que economizaria na proposta original.

Para o relator, o deputado Arthur Maia (PPS), antes isso do que nada: “entre economizar 60% da proposta original ou nada, melhor economizar 60%. Do perdido, a metade”.

Mesmo com as alterações e com as articulações políticas, o Governo está longe de ter os 308 votos necessários para aprovação.

A adesão ao jantar foi um termômetro disso: dos cerca de trezentos convidados, 176 pessoas entre deputados, ministros e economistas compareceram, segundo a assessoria da Presidência.

Arthur Maia reconheceu que o Governo vai ter muito trabalho: “temos pela rente trabalho árduo de construir maioria de 308 votos. Não é fácil. O que vai decidir e dar a palavra final é o plenário”.

O tempo para as mudanças na Previdência passarem na Câmara está se esgotando: daqui a menos de um mês, os parlamentares entram em recesso, e vai ser difícil votar uma matéria tão polêmica em ano eleitoral.

*Informações do repórter Levy Guimarães