Em primeiro dia de PGR interino, procuradores voltam ao grupo da Lava Jato

  • Por Jovem Pan
  • 19/09/2019 06h37 - Atualizado em 19/09/2019 10h08
PGR DivulgaçãoMartins fica à frente da PGR até que Augusto Aras tenha o nome aprovado no Senado

O procurador-geral interino, Alcides Martins, anunciou o retorno dos seis procuradores que integravam o grupo de trabalho da Lava Jato na Procuradoria-Geral da República (PGR). Ele assumiu o comando da PGR nesta quarta-feira (18), substituindo Raquel Dodge.

Martins disse que a decisão de reincorporar os procuradores foi “em nome da continuidade”. “Na parte criminal, em nome da continuidade e da importância da investigação denominada Operação Lava Jato para a Justiça, para o país, convidei os colegas que integraram o grupo de trabalho a retornarem á seus postos, o que ocorrerá imediatamente”, discursou.

No início do mês, os seis procuradores pediram demissão coletiva, alegando “grave incompatibilidade de entendimento” da equipe com uma manifestação enviada por Dodge ao Supremo Tribunal Federal (STF). Na ocasião, a então procuradora-geral sugeriu que o STF arquivasse anexos da delação do ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro.

Os trechos citavam o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o ex-prefeito de Marília, José Ticiano, irmão do presidente do STF, Dias Toffoli.

O procurador-geral interino também destacou a importância da Justiça para a sociedade. “Porque sem Justiça, não há paz. E sem paz não há nem o progresso e nem a felicidade que desejamos ao nosso povo”, disse.

Ao transmitir o cargo a Martins, Dodge falou sobre a importância do combate à corrupção. “Esse é um trabalho que precisa ter continuidade, esse é um trabalho importante, que deve ser permanentemente fortalecido porque todos nós, no Ministério Público e na sociedade, queremos viver em um país honesto.”

Ela ficou 2 anos à frente do Ministério Público Federal e foi a primeira mulher a assumir a PGR. A transmissão do cargo contou com a presença de autoridades, como Maia.

Seguindo o regimento interno do Ministério Público Federal (MPF), Martins fica à frente da PGR até que Augusto Aras, indicado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL), tenha o nome aprovado no Senado.

*Com informações do repórter Afonso Marangoni