Empresariado cobra estabilidade política para retomada mais rápida do crescimento econômico

  • Por Jovem Pan
  • 07/08/2017 06h56 - Atualizado em 07/08/2017 11h03

Nesta terça (6)

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil O setor produtivo não aguenta mais a influência política na economia e sonha com o mínimo de clareza nas ações do Congresso

Empresários cobram reformas e estabilidade após vitória de Michel Temer na Câmara dos Deputados.

O setor produtivo não aguenta mais a influência política na economia e sonha com o mínimo de clareza nas ações do Congresso.

O presidente da Anfavea, Antonio Megale, espera que as surpresas tenham acabado: “ nossa expectativa é que a gente tenha um pouco mais de estabilidade no quadro político e que permita a questão econômica do País ser melhor equacionada”.

O diretor presidente da Elekeiroz, Marcos de Marchi, considerou inadiável a reforma tributária: “esse assunto precisa andar. Não aguentamos mais a guerra fiscal que causa distorções entre Estados, que causa distorções entre produto importado e produto brasileiro. Isso precisa ser resolvido”.

O presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria Química, Fernando Figueiredo, ressaltou que a competição industrial passa a ser de país contra país: “são muitos impostos com sistema de arrecadação complicados e empresa brasileira que tem planta no exterior e planta no Brasil, aqui tem 30 pessoas para cuidar de pagamento de tributos e no exterior três pessoas para fazer o mesmo serviço”.

Mas o quórum apertado que salvou Temer da investigação é ressaltado como fator complicador para as votações das reformas, que dependem de apoio qualificado em temas polêmicos e desgastantes politicamente.

*Informações da do repórter Marcelo Mattos