Empresário no ramo de táxi aéreo é suspeito de ser o mandante do assassinato de prefeito de Colniza

  • Por Jovem Pan
  • 18/12/2017 06h51
O prefeito da cidade de Colniza, conhecido como Vando, foi morto a tiros na tarde de sexta-feira

A Polícia Civil do Mato Grosso indiciou o empresário Antônio Pereira Rodrigues Neto e mais dois suspeitos por envolvimento na morte do prefeito de Colniza, Esvandir Antonio Mendes.

O empresário, que atua no ramo de táxi aéreo, é acusado de ser o mandante do assassinato que ocorreu na última sexta-feira.

O delegado da Polícia Civil, Caio Álvares Albuquerque afirmou que os suspeitos Zenilton Xavier de Almeida e Welisson Brito Silva admitiram o crime.

Segundo o delegado, uma dívida política pode ter sido o motivo do assassinato: “sobre a motivação, tudo indica que é dívida e aparentemente algo relacionado à dívida política. É uma linha de investigação”.

O prefeito da cidade de Colniza, conhecido como Vando, foi morto a tiros na tarde de sexta-feira.

Segundo a Polícia Militar, ele foi perseguido por criminosos e assassinado após o carro bater contra um muro.

Além do prefeito, o secretário de Finanças do município, Admilson Ferreira, também foi atingido por disparos e o quadro de saúde é estável.

Os suspeitos foram presos quando estavam em uma estrada entre os municípios de Juruena e Castanheira, a quase mil km de Cuiabá.

No carro em que eles estavam no momento da prisão, a polícia encontrou R$ 60 mil, que seriam referentes ao pagamento pela execução de Esvandir.

O governador de Mato Grosso, Pedro Taques, lembrou que a cidade de Colniza já foi considerada o município mais violento do país, mas que os crimes estavam diminuindo.

Em março deste ano, o ex-vereador Élpido da Silva Meira, de 53 anos, também foi assassinado a tiros dentro de casa.

A região de Colniza é conhecida como uma área de conflitos agrários. Em abril deste ano, nove trabalhadores rurais foram assassinados na gleba Taquaruçu do Norte.

Um madeireiro e outros quatro homens foram denunciados pelo Ministério Público de Mato Grosso por terem planejado e executado a chacina.

*Informações da repórter Natacha Mazzaro