Empresas aéreas se reúnem com Guedes e Lira para discutir preço das passagens e recuperação do setor

Em 2021, o querosene da aviação registrou aumento de 92% em relação a 2022; de 1º de janeiro a 1º de abril de 2022, o combustível já acumula nova alta de 38%

  • Por Jovem Pan
  • 12/04/2022 07h25 - Atualizado em 12/04/2022 11h32
Pedro França/Agência Senado Eduardo Sanovicz Presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), Eduardo Sanovicz

Os representantes do setor aéreo querem estreitar o diálogo com o governo federal. A ideia é criar uma mesa permanente com o Executivo para discutir o preço do querosene da aviação. O assunto também foi debatido entre os representantes do setor e os ministros da Casa Civil, Ciro Nogueira, da Economia, Paulo Guedes, e da Infraestrutura, Marcelo Sampaio. O presidente da Associação Brasileira de Empresas Aéreas (Abear), Eduardo Sanovicz, deixou claro que não foi feito nenhum pedido para desoneração do setor.

“Há um conjunto de possibilidades no debate, envolvendo tudo o que compõe esse preço, que não é apenas tributo. Nós temos que discutir por exemplo a forma de precificação, a fórmula de precificação. Há uma série de temas a serem discutidos que eu, realmente, da forma que eu disse antes de subir, eu gostaria de repetir agora, com todo respeito pelo trabalho de todos [os jornalistas], eu não tenho nenhuma intenção de adiantar temas, porque nós vamos instalar essa mesa. Na hora que ela for instalada, nós vamos colocar os temas em cima da mesa”, disse Sanovicz.

Segundo a Abear, no ano passado o querosene da aviação registrou um aumento de 92% em relação a 2020. Neste ano de 2022, de 1º de janeiro a 1º de abril, o combustível acumula alta de cerca de 38%. Os representantes do setor aéreo também se reuniram com o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL). Eles falaram sobre medidas provisórias (MP) que podem impactar nos custos e na recuperação econômica do setor. Em nota, a Abear informou que também apresentou a Lira um panorama atual do setor aéreo, impactado pelo aumento dos custos estruturais com a guerra na Ucrânia.

*Com informações da repórter Iasmin Costa